Desemprego ainda motiva inadimplência, apura ACSP

Perder o emprego ou ter alguém da família nesta situação é o principal motivo alegado pelo consumidor para se tornar inadimplente. Cerca de 60% dos devedores inscritos no Serviço Central de Proteção ao Crédito (SCPC) entrevistados em julho pela Associação Comercial de São Paulo (ACSP) citaram esta razão para o atraso no pagamento do crediário.Do total, 18% refere-se a pessoas que emprestaram o nome ou serviram de fiador ou avalista, ficando responsável pelo débito. No entanto, dos que apontaram o desemprego como a principal causa da inadimplência, 58% disseram que estão empregados e 53% que pretendem fazer novas compras a prazo nos próximos meses.A pesquisa mostrou também que 65% daqueles que quitaram ou renegociaram seus débitos tiveram que cortar gastos para "limpar o nome". Para isso, utilizaram recursos provenientes do FGTS (11%) ou recorreram a empréstimos em condições mais vantajosas (16%). A reorganização dos orçamentos para saldar dívidas em detrimento do consumo foi considerada positiva pela Associação, que interpreta o fato como um comportamento mais responsável do consumidor.Metade dos cancelamentos do débito (52%) foi possível graças à renegociação com o credor em duas ou mais parcelas até no máximo 12. Perto de 47% dos cancelamentos foi por meio de pagamento à vista dos atrasados.Pessoas preferem quitar dívidasO total de cancelamentos de dívidas junto à base operadora do SCPC de São Paulo - que engloba todo o Estado, mais Paraná e Mato Grosso do Sul - vem crescendo nos últimos anos em ritmo mais acelerado do que o das vendas a prazo e até dos novos registros negativos, fazendo com que a inadimplência líquida se reduza.O número de registros cancelados em julho representou 86% dos registros recebidos pelo SCPC no mesmo mês, contra 79% em igual período de 2003, o que significa menor crescimento "no estoque" de carnês em atraso. Historicamente a proporção era inferior a 60%, ultrapassando o percentual apenas a partir de 1999.A base operadora do SCPC de São Paulo atendeu em julho último a 19.065.350 consultas, contra 14.146.757 em julho de 2003, com crescimento de 34,8%, o que reflete não só a melhora do desempenho do varejo, mas também a expansão do sistema. Foram incluídos 2.824.658 registros no cadastro da base São Paulo e excluídos 2.425.658. Nas exclusões estão desconsideradas aquelas por decurso de prazo, constam apenas as resultantes de pagamentos ou renegociação dos débitos.

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