Desemprego argentino é o maior da história

As promessas de reativação econômica dos últimos três governos argentinos não se concretizaram. Hoje, o Instituto Nacional de Estatísticas e Censos (Indec) anunciou que o desemprego atinge 21,5% da população economicamente ativa, maior taxa da história da Argentina. O índice também é o maior da América do Sul, atualmente. Na medição anterior, de outubro do ano passado, o desemprego era de 18,3%. Até então, o recorde histórico havia ocorrido em 1995, durante o governo do ex-presidente Carlos Menem, quando havia chegado a 18,4%.O Indec também anunciou que o subemprego atinge 18,6% dos argentinos. Segundo o Instituto, a pobreza afeta 49,7% da população do país. Deste total de pobres, 23% são considerados indigentes, pessoas que não conseguem ingerir diariamente o mínimo de calorias para sobreviver. Há um ano, o total de pobres era de 32,7%. Há 25 anos, a pobreza somente atingia 6% dos argentinos.Em um ano desapareceram 750 mil postos de trabalho. Desta forma, 3 milhões de argentinos estão sem emprego. O total de subempregados é de 2,6 milhões de pessoas. As cidades mais atingidas - Córdoba (25,3%), Rosário (24,3%) e Mar del Plata (24,6%) - são aquelas onde a classe média prosperava até há poucos anos. A cidade com o maior índice de desemprego é Catamarca, com 25,5%. O menor índice é o de Río Gallegos, capital da província de Santa Cruz, com 3,5%. VendasAlém do desemprego, o dia foi pleno em más notícias. O Indec também anunciou que as vendas dos supermercados despencaram 28,4% em junho, em relação ao mesmo mês do ano passado.Com um cenário onde o desemprego se alastra, o consumo despencou, atingindo também os shoopping centers, que em junho registraram uma queda de 24% em comparação com o mesmo mês do ano 2001.Além disso, a construção civil - um dos setores mais atingidos da economia argentina - continuou ladeira abaixo. O setor registrou uma queda de 34% em junho, em relação ao mesmo mês do ano passado.

Agencia Estado,

25 de julho de 2002 | 19h40

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