Desemprego aumenta e renda cai, diz IBGE

A taxa de desemprego em maio subiu para 12,8%, ante 12,4% em abril, segundo divulgou hoje o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). A taxa foi superior também à registrada em maio do ano passado (11,9%) e foi a maior divulgada pelo IBGE desde março de 2002. O IBGE registrou aumento de 950 mil pessoas ocupadas e 360 mil desocupadas (não trabalhando e procurando trabalho) de maio do ano passado para maio deste ano. O número de empregados sem carteira assinada continua crescendo, com aumento de 6,9% em maio ante maio de 2002, enquanto o número de empregados com carteira cresceu menos no período (3,2%). Rendimento O rendimento médio dos trabalhadores continuou apresentando queda acentuada em maio. O rendimento médio real (descontado os efeitos da inflação) habitualmente recebido (sem gratificações ou outros ganhos sazonais) caiu 14,7% ante maio do ano passado e 2,9% em relação a abril. Em maio, nas seis regiões metropolitanas pesquisas pelo IBGE o rendimento habitual atingiu R$ 841,00, em média. A queda de 14,7% no rendimento médio real dos trabalhadores em maio foi a maior na comparação com igual mês do ano anterior desde outubro de 2001. A redução foi puxada pela região metropolitana de São Paulo, que também apresentou uma queda recorde de rendimento no período, atingindo - 14,9% (negativos). A taxa de desemprego em São Paulo continuou acima da média das seis regiões metropolitanas pesquisadas pelo IBGE, atingindo em maio 14,6%, ante a média de 12,8% nas seis regiões.

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