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Desemprego bate recorde nos EUA

Aumentando os temores de que a recuperação econômica dos EUA seja modesta, a taxa de desemprego em abril aumentou para 6%, a maior desde agosto de 1994. Em março, ela estava em 5,7%. Porém o Departamento do Trabalho também informou que o número de postos de trabalho criados subiu em 43 mil em abril, marcando a primeira alta nos últimos nove meses. Seus técnicos revisaram os números de março: de 58 mil vagas criadas para um corte de 21 mil. Esses resultados surpreenderam os analistas, que previam uma taxa de desemprego menor (5,8%) e um crescimento nas vagas (60 mil). Segundo eles, os dados do mercado de trabalho são mais um indicador de que o crescimento será brando. "A recuperação está prosseguindo, porém as empresas - de uma forma geral - não serão agressivas na hora de contratar até que a economia se ponha num caminho de perspectivas melhores", disse um analista da ClearView Economics, Ken Mayland. Todas as instituições financeiras credenciadas a participar diretamente das operações do Federal Reserve (Fed, o banco central americano) no mercado aberto, os primary dealers, e a grande maioria dos analistas acreditam que a situação do mercado de trabalho levará o Fed a manter as taxas básicas de juros em 1,75% na reunião de terça-feira. "A economia agora está apenas se movendo lentamente para a frente, não é um ambiente para aumentar os juros", disse Robert Macintosh, economista da Eaton Management. Outro indicativo da fragilidade da recuperação foi uma queda no ritmo das atividades do setor de serviços. Segundo o Instituto de Gerenciamento de Suprimentos (ISM, pelas iniciais em inglês), seu índice sobre a atividade no setor de serviços caiu para 55,3 pontos em abril, de 57,3 em março. Valores maiores de 50 indicam crescimento e menores, retração. "O ritmo de expansão continua modesto e ela é provocada principalmente pelos aumentos da produtividade, pois os empregadores permanecem cautelosos em relação a contratações", disse o economista-chefe da FinancialOxygen, Steven Wood. As bolsas reagiram mal a esses dados. O índice Nasdaq caiu a 1,93% e o Dow Jones, 0,84%. "O temor é de que a onda de crescimento econômico tenha ficado para trás", disse o estrategista para ações dos EUA do J.P. Morgan Private Bank, Chris Wolfe.

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