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Desemprego bateu recorde em outubro na Europa

Comissão Européia confirma que, por dia, quase 10 mil pessoas perderam o emprego nos 27 países do bloco

Jamil Chade, O Estadao de S.Paulo

29 de novembro de 2008 | 00h00

O desemprego na Europa atinge seu maior nível nos últimos dois anos diante da crise, e as autoridades confirmam que a cada dia de outubro quase 10 mil pessoas perderam seu trabalho nos 27 países da União Européia. Os dados foram divulgados ontem pela Comissão Européia, que também revelou uma queda brutal da taxa de inflação. Já as bolsas terminaram novembro acumulando o nono mês de prejuízos na Europa.A recessão, o desemprego e a redução da pressão inflacionária devem abrir as portas para que, na semana que vem, o Banco Central Europeu (BCE) corte mais uma vez as taxas de juros. O objetivo é dar mais oxigênio para a economia européia. Segundo os dados oficiais, o desemprego na zona do euro atingiu 7,7% em outubro, enquanto fábricas fecham suas portas em vários países. Apenas em outubro, 225 mil trabalhadores ficaram sem emprego na zona do euro. Na prática, 7,5 mil pessoas foram demitidas por dia nos 15 países que usam a moeda comum. Se a conta incluir todos os 27 países do bloco, foram praticamente dez mil demissões por dia em outubro.A própria Comissão Européia estima que a taxa de desemprego deve subir nos próximos meses. Uma das previsões mais otimistas é de que mais 2 milhões fiquem desempregados na Europa até o fim de 2009. Hoje, 12 milhões de pessoas não conseguem trabalho. Os números são os maiores entre os países ricos. No Japão, a taxa de desemprego é de 4%, ante 6,5% nos Estados Unidos.A pior situação é da Espanha, com 12,8%, a pior em 15 anos. Em 11 dos 15 países que usam o euro, o desemprego aumentou em outubro. Entre os jovens, a taxa é de mais de 20% em pelo menos sete países.Em reação à crise, a Comissão Européia anunciou nesta semana um pacote de 200 bilhões para tentar relançar a economia. Ontem, a Suécia anunciou que estava oficialmente em recessão, fazendo companhia a Alemanha, Itália, Reino Unido, Irlanda e Espanha.JUROSJá a inflação sofreu redução significativa diante do desaquecimento das economias. Em novembro, a alta foi de 2,1%, ante 3,2% em outubro. Sem precisar se preocupar com uma alta nos preços, o BCE deve anunciar na próxima semana mais um corte nos juros, o terceiro desde o início da crise em setembro.Hoje, a taxa está em 3,25%, e pode cair para 2,75% em 4 de dezembro. Ao cortar os juros, as autoridades esperam reduzir o peso sobre empresas e famílias para que consigam empréstimos e possam investir. Mas, com o clima de desconfiança que ainda reina entre os bancos, as medidas não estão dando os resultados esperados.Diante da crise em vários setores, as bolsas européias encerraram ontem seu último pregão de novembro acumulando nove meses seguidos de prejuízos. Elas fecharam em alta ontem, mas não o suficiente para compensar as perdas do mês. O índice FTSEurofirst 300, das principais ações do continente, fechou com alta de 0,7%. Na semana, os ganhos foram de 12,8%. Mas, no total do mês, a perda foi de 7,6%.

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