Desemprego cai, mas renda também fica menor

O desemprego caiu em maio, mas o rendimento dos trabalhadores caiu, anunciou hoje o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). A taxa de desemprego ficou em 12,2%, ante 13,1% no mês anterior, abril. Foi também menor que a do mês de maio do ano passado (12,8%). O resultado foi inferior à estimativa dos analistas ouvidos pela Agência Estado, de 12,9% a 13,5%. Foi também a primeira queda na comparação com igual mês de ano anterior desde abril do ano passado, e ainda o primeiro recuo ante mês anterior desde dezembro de 2003. A população ocupada nas seis regiões pesquisadas pelo IBGE atingiu 18,9 milhões de pessoas em maio, com aumento de 0,8%, ou o equivalente a 148 mil pessoas, em relação a abril. Na comparação com maio de 2003, o número de ocupados cresceu 2,9%, com acréscimo de 538 mil pessoas. A população desocupada (desempregada e procurando trabalho) caiu 6,7% em maio na comparação com abril e reduziu 2,9% ante maio do ano passado. Em maio deste ano, segundo o IBGE, havia 2,6 milhões de desocupados nas seis regiões. Rendimento O rendimento médio real dos trabalhadores nas seis regiões pesquisadas pelo IBGE prosseguiu em queda em maio, com redução de 0,7% na comparação com abril e recuo de 1,4% ante maio de 2003. O rendimento médio em maio deste ano foi estimado em R$ 866,10. Na comparação com abril, o principal segmento a registrar queda no rendimento foi a construção (-5,6%) e, na comparação com maio, a principal queda ocorreu em serviços (-6,9%).

Agencia Estado,

24 de junho de 2004 | 09h43

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.