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Desemprego cai para 4,9% em setembro, a menor taxa para o mês da história

Em agosto, a taxa estava em 5%; segundo o IBGE, a queda do desemprego teve ajuda da migração de pessoas para a inatividade

Daniela Amorim, O Estado de S. Paulo

23 de outubro de 2014 | 09h01

A taxa de desemprego registrou um leve recuo em setembro para 4,9%. Em agosto, o desemprego estava em 5%. A variação não foi considerada estatisticamente significativa, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia Estatística (IBGE). Ainda assim, foi a menor taxa para o mês de setembro em toda a série histórica iniciada em 2002.

Segundo o instituto, a taxa vem recuando porque menos pessoas estão procurando trabalho. "Ao logo desse ano de 2014, nessas comparações anuais (mês contra mesmo mês do ano anterior), mostram que tem redução de procura (por emprego) e aumento da inatividade. Essa redução da procura, de fato, acaba interferindo na taxa (de desemprego). A taxa cai porque menos pessoas estão procurando trabalho", explicou Adriana.

A população desocupada recuou 10,9% em setembro ante setembro de 2013, o equivalente a menos 145 mil pessoas na fila do desemprego. No entanto, não houve geração de vagas no mesmo período. A população ocupada até encolheu 0,4%, devido à dispensa de 91 mil trabalhadores, embora a variação não seja considerada significativa pelo IBGE.

"O mercado também não vem criando vagas de forma significativa. A gente vem nesse ano de 2014 com uma população ocupada praticamente parada, praticamente estável. Ou seja, estatisticamente falando, a população ocupada não vem se movimentando", afirmou a técnica do IBGE.

Ao mesmo tempo, a taxa de desemprego tem atingido mínimas históricas ajudada pela saída de pessoas do mercado de trabalho. O total de inativos cresceu 3,7% em setembro, em relação a um ano antes, o equivalente a 690 mil pessoas que migraram para a inatividade. 

"A redução da população desocupada tem sido acompanhada pelo aumento da inatividade", disse Adriana. "Ainda que estável, você tem um acréscimo de 133 mil pessoas na população inativa em setembro ante agosto. Na comparação anual (ante setembro de 2013), o resultado é bem evidente, porque atinge patamares de variações estatísticas", acrescentou.

O IBGE afirma que o desalento, grupo formado por pessoas que desistiram de procurar emprego por não terem encontrado, está até diminuindo. O número de inativos tem aumentado por causa da fatia da população que não procura emprego porque não quer mesmo trabalhar.

Segundo Adriana, essa população é formada por pessoas ou muito jovens, que estão em processo de escolarização e qualificação e adiam a procura por emprego, ou mais velhas, que já se aposentaram e saíram do mercado de trabalho.

Rendimento. O rendimento médio real dos trabalhadores teve alta de 0,1%, para R$ 2.067,10, e cresceu 1,5% em relação a setembro de 2013, quando era de R$ 2.035,62.

A massa de renda real habitual dos ocupados no País somou R$ 48,4 bilhões em setembro, resultado considerado estável em relação a agosto. Na comparação com setembro de 2013, a massa cresceu 0,9%.

Já a massa de renda real efetiva dos ocupados totalizou R$ 48,7 bilhões em agosto, uma alta de 0,4% em relação a julho. Na comparação com agosto de 2013, houve aumento de 1,9% na massa de renda efetiva. 

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