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Desemprego cai para 7,7% e tem menor nível desde dezembro

Números da pesquisa de setembro, contudo, ainda não indicam recuperação do mercado de trabalho, diz IBGE

Jacqueline Farid, da Agência Estado,

22 de outubro de 2009 | 09h06

A taxa de desemprego apurada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nas seis principais regiões metropolitanas do País caiu para 7,7% em setembro, ante 8,1% em agosto, e atingiu o menor patamar desde dezembro (quando a taxa ficou em 6,8%). O resultado veio abaixo das estimativas dos analistas ouvidos pela Agência Estado, que iam de 7,8% a 8,2%, com mediana de 8%. Segundo o IBGE, no entanto, os números ainda não representam uma recuperação no mercado de trabalho, e sim um movimento sazonal. "A taxa sempre recua nessa época do ano. Para haver uma recuperação, o recuo na taxa e o aumento no número de ocupados teriam que ser mais expressivos", disse o gerente da pesquisa mensal de emprego do instituto, Cimar Azeredo.

 

 

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Segundo Azeredo, na média de janeiro a setembro de 2009, o número de ocupados aumentou 0,8% ante igual período do ano passado, alta bem inferior ao resultado de 3,5% apurado na média de janeiro a setembro de 2008 ante igual período do ano anterior.

 

De acordo com o IBGE, a população ocupada nas seis principais regiões metropolitanas do País somou 21,5 milhões de pessoas em setembro, com alta de 0,4% ante agosto e aumento de 0,6% ante setembro do ano passado, em variações consideradas como "estabilidade" pelo instituto. Já a população desocupada (sem trabalho e procurando emprego) somou 1,799 milhão, com queda de 4,8% ante agosto, mas aumento de 1,3% comparativamente a setembro de 2008.

 

Poder de compra cresce

 

Por outro lado, de acordo com Cimar, uma boa notícia trazida pela pesquisa é a continuidade no aumento do poder de compra dos trabalhadores, já que a renda média real aumentou, em setembro, em todas as bases de comparação, refletindo sobretudo o baixo patamar da inflação. Segundo o IBGE, o rendimento médio real dos trabalhadores subiu 0,6% na comparação mensal e 1,9% frente a setembro do ano passado, para R$ 1.346,70. 

 

Na média de janeiro a setembro de 2009, a renda média real registra um aumento de 3,6% ante igual período do ano passado, resultado superior a variação de 3,2% na renda apurada de janeiro a setembro de 2008 ante igual período do ano anterior. Segundo Cimar, essa aceleração no aumento do rendimento real foi impulsionada especialmente pelo aumento do salário mínimo e o patamar mais baixo da inflação.

 

Trabalho formal reduz ritmo de expansão

 

Além disso, segundo Cimar, a pesquisa traz uma revelação preocupante, que consiste na queda de 0,3% no número de empregos com carteira e aumento de 2,0 % no emprego sem carteira assinada em setembro ante agosto. Segundo o gerente, essas variações são avaliadas, estatisticamente, como estabilidade pelo IBGE, mas confirmam uma redução no ritmo de aumento da formalização do trabalho em relação aos acelerados avanços que ocorreram no ano passado. "A qualidade do emprego começa a se mostrar afetada", disse Cimar.

 

Ele exemplifica que, levando-se em consideração os empregados com carteira no setor privado, funcionários públicos e empregados domésticos com carteira, o emprego formal equivalia, em setembro, a 54,9% do total de ocupados nas seis regiões, a menor fatia de 2009. Em janeiro deste ano, esse porcentual era de 55,7%.

 

(com Reuters)

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