Desemprego cai para 9% em setembro, menor taxa do ano

No acumulado do ano até o mês passado, índice registra variação média de 9,7%, a mais baixa desde 2002

Jacqueline Farid, da Agência Estado,

25 de outubro de 2007 | 09h56

A taxa de desemprego apurada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nas seis principais regiões metropolitanas do País ficou em 9% em setembro, a menor taxa registrada até agora neste ano. Em setembro do ano passado, o resultado havia sido de 10%. A renda média do trabalhador, por sua vez, subiu 2,5% ante o mesmo mês do ano passado, para R$ 1.115,00. Em relação a agosto, o rendimento ficou estável.   Veja também:Íntegra do estudo do IBGE  Segundo o gerente da pesquisa mensal de emprego do IBGE, Cimar Azeredo, a tendência é que a taxa de desemprego caia até o final deste ano, respondendo ao movimento sazonal que costuma ocorrer no quarto trimestre. No acumulado até setembro, a taxa de desemprego acumula variação média de 9,7%, a menor desde 2002, quando houve problemas com dados de algumas regiões do País. "Isso indica que vamos fechar o ano com a menor taxa anual da série", disse Azeredo. "O cenário econômico está propiciando essas notícias boas no mercado de trabalho, com aumento de ocupação e de renda e queda na taxa de desemprego", afirmou Azeredo. Segundo ele, há um conjunto de fatores positivos para o emprego, como a queda dos juros, que influencia positivamente a expectativa dos investidores. "O mercado de trabalho está mostrando uma resposta mais favorável neste segundo semestre", disse.  Ocupação A população ocupada nessas regiões somou 21,25 milhões no mês passado, com aumento de 1% ante agosto; e de 2,7% ante setembro de 2006. De um ano para o outro, foram abertas 551 mil novas vagas nas seis regiões. O número de desocupados ficou em 2,09 milhões em setembro, com queda de 5,4% ante agosto; e de 8,6% na comparação com setembro do ano passado. O IBGE divulgou também o novo crescimento do emprego formal, com aumento de 0,9% no número de empregados com carteira assinada ante agosto, e expansão de 6,9% ante setembro de 2006.  

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