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Desemprego compromete otimismo do consumidor

O medo do desemprego afeta novamente as intenções de compra dos consumidores neste mês. O fator é o que apresenta maior peso contra o otimismo da população da região metropolitana de São Paulo em setembro, de acordo com a Federação do Comércio do Estado de São Paulo (Fecomercio SP), que elabora mensalmente o Índice de Intenções do Consumidor (IIC).Em uma escala que vai de 0 a 200, o índice ficou em 102,21 pontos, o que representa uma queda de 2,15% sobre o resultado de agosto, que tinha apontado um ligeiro crescimento em relação ao mês anterior. Trata-se do patamar mais baixo desde abril. No mês passado, o IIC ficou em 104,46. O pessimismo é bem maior entre os entrevistados que ganham até cinco salários mínimos. Enquanto que a pontuação desta faixa de consumidores foi em 79,21, nas demais camadas ficou acima dos 100 pontos, isto porque são mais afetados por fatores conjunturais negativos, como a inflação e a perda de poder aquisitivo.A falta de emprego não atingia peso tão forte no índice desde abril. Houve uma elevação de dois pontos porcentuais em relação a agosto e nos últimos três meses este item figurou como principal fonte de pessimismo por duas vezes.A pesquisa da Fecomercio revelou ainda que os homens com idade acima dos 35 anos e com ganhos acima dos 20 salários mínimos são as pessoas mais afetadas por essa preocupação em setembro. Para os economistas da entidade, o profissional mais experiente acaba sendo, em algumas vezes, o que mais se preocupa com a manutenção do trabalho por causa das dificuldades em conseguir um novo emprego.Otimismo para compraEmbora o IIC tenha caído, a pesquisa mostrou que a disposição de adquirir bens duráveis nos próximos 60 dias cresceu ligeiramente. Dos 11 bens pesquisados, as intenções de compra aumentaram para automóvel, geladeira, freezer, videocassete/DVD, máquina de lavar roupa, forno de microondas e celular. Outro fator que indica uma melhoria no ânimo do consumidor de São Paulo é a recuperação da intenção de adquirir bens. Em agosto, 52,22% das pessoas responderam que não queriam comprar nada nos próximos dois meses. Neste mês, o porcentual foi de 48,89%. Isso demonstra, segundo os economistas da entidade, a relação direta da queda dos juros com a disposição de se obter novos bens, uma vez que cerca de 70% das vendas do comércio de bens duráveis são feitas a prazo.

Agencia Estado,

23 de setembro de 2003 | 18h49

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