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Desemprego de agosto iguala o recorde de junho

Os dados da pesquisa mensal de emprego de agosto mostram que, ao contrário do que se esperava, o mercado de trabalho não registrou aquecimento no início do segundo semestre, segundo destacou o gerente da pesquisa do IBGE, Cimar Azeredo Pereira. A taxa de desemprego de 13% registrada em agosto equipara-se ao recorde de 13% atingido em junho, a maior taxa já divulgada pelo IBGE. "Embora a ocupação tenha aumentado em agosto, não houve a recuperação esperada do mercado de trabalho no segundo semestre", disse Pereira. Ele lembrou que esse quadro de estagnação do mercado de trabalho está sendo provocado pela desaceleração da economia, e alertou que habitualmente a recuperação do emprego ocorre de forma mais lenta do que o reaquecimento da atividade. Número de ocupados com carteira assinada fica estável O número de ocupados com carteira assinada permaneceu estável (crescimento zero) em agosto ante igual mês do ano passado, enquanto o número dos sem carteira aumentou 7,4% nessa base de comparação. O grupo dos trabalhadores por conta própria (camelôs, profissionais liberais) também apresentou aumento significativo no período, de 8,4%. Cimar Azeredo Pereira disse que os dados mostram o aumento da informalidade o que, aliado a queda na renda, revela uma "precarização" do mercado de trabalho nas seis regiões metropolitanas pesquisadas pelo IBGE. Pereira destacou também que a queda de 13,8% no rendimento médio real dos trabalhadores em agosto ante igual mês de 2002, em contraposição ao aumento de 3,5% da ocupação no período, mostra que as contratações estão ocorrendo com salários mais baixos. Número de ocupados cresce mais do que de desocupadosO número de pessoas desocupadas (não trabalhando e procurando trabalho) chegou a 2,768 milhões de pessoas nas seis regiões metropolitanas pesquisadas pelo IBGE em agosto. Foram acrescentados 399 mil desocupados em relação aos 2,369 milhões de desocupados em agosto de 2002. O número de pessoas ocupadas era de 18,48 milhões de pessoas nas seis regiões em agosto, com 625 mil pessoas a mais do que os 17,854 milhões de agosto de 2002. A população não economicamente ativa (fora do mercado de trabalho) ficou em 15,677 milhões de pessoas em agosto, sendo que deste total, três milhões gostariam de trabalhar. O grupo dos não economicamente ativos inclui estudantes, aposentados e donas de casa, entre outros.

Agencia Estado,

24 de setembro de 2003 | 13h32

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