Nilton Fukuda/Estadão
Nilton Fukuda/Estadão

Desemprego deve atingir pico de 13,2% este ano

Taxa deve chegar ao ponto máximo em outubro para, em seguida, perder força no fim de 2016

Gabriela Lara, O Estado de S.Paulo

29 Junho 2016 | 23h14

A taxa de desemprego medida pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) deve ter um pico de 13,2% em outubro, para depois perder um pouco de força em novembro e dezembro, devido às contratações temporárias de final de ano. A avaliação é do economista-chefe da Parallaxis Consultoria, Rafael Leão.

Segundo ele, a média anual da taxa deve ficar próxima de 12% em 2016. O economista também acredita que, em 2017, após o efeito de final de ano, o desemprego vai continuar se deteriorando pelo menos até a metade do ano.

O IBGE divulgou que a taxa de desocupação no Brasil ficou em 11,2% no trimestre encerrado em maio de 2016, de acordo com a Pnad Contínua. Em igual período do ano passado, a taxa estava em 8,1%. No trimestre encerrado em abril, o resultado também foi de 11,2%.

“A taxa de desemprego deve piorar até meados de 2017, para só depois começar a reverter este movimento de deterioração”, disse. Esta percepção se baseia no fato de que a atividade da economia brasileira tende a se estabilizar no final de 2016, mas num nível muito baixo, considerado “o fundo do poço”.

Por isso, esta estabilização não será suficiente para gerar postos de trabalho de forma líquida a ponto de reduzir o desemprego. “Não há, no curto prazo, uma perspectiva de melhora do mercado de trabalho”, resumiu o economista.

Ele acrescentou que, se a trajetória de redução da Selic (taxa básica de juros) tiver início somente em outubro (e não em julho ou agosto), pode “atrasar” a reversão deste ciclo negativo do mercado de trabalho. O motivo é que os juros em patamar alto inibem algumas decisões de investimento e, de quebra, retardam a recuperação da atividade.

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