Desemprego deve continuar a subir

Com a interrupção da PME, que será descontinuada no início de 2016, a Pnad Contínua, mais abrangente, passa a ser a pesquisa de referência para o acompanhamento do mercado de trabalho. Após um longo período de queda, as duas pesquisas passaram a mostrar, desde o fim de 2014, tendência já bem definida de alta da taxa de desemprego. Na Pnad de março, a expansão de 0,8 ponto porcentual em relação ao mesmo período de 2014 reflete a expansão da força de trabalho acima da população ocupada, que continuou perdendo tração. O que significa que as pessoas estão buscam uma colocação, mas não conseguem ser absorvidas.

Rafael Bacciotti, economista da Tendências Consultoria, O Estado de S.Paulo

08 Maio 2015 | 02h02

Paralelamente, os rendimentos exibem trajetória de enfraquecimento causado também pelo impacto do aumento das pressões inflacionárias. Na comparação com março de 2014, a renda média (estimada em R$ 1.840 em todo o País) ficou estável, acumulando alta de apenas 0,5% nos últimos 12 meses.

Nos próximos meses, a tendência de alta do desemprego deve continuar sendo trilhada. A expectativa é de que a taxa média chegue a 7,6% da força de trabalho em 2015 (alta de 0,8 ponto porcentual ante 2014), embora o risco seja de um desemprego ainda mais elevado.

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