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Desemprego deve fechar 2013 em 5,4%, avalia Rosenberg

O mercado de trabalho apertado, a perspectiva pouco mais favorável para a economia após as eleições de 2014 e os custos elevados de multas com demissões são os principais fatores que poderiam explicar por que a taxa de desemprego apresentou leve queda em outubro ante setembro, comentou ao Broadcast, serviço em tempo real da Agência Estado, a economista-chefe da consultoria Rosenberg, Thaís Zara. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a Pesquisa Mensal do Emprego (PME) apresentou uma taxa de 5,2% em outubro, abaixo dos 5,4% apurados no mês anterior. Em termos dessazonalizados, ocorreu uma redução de 5,4% para 5,3% no período, destacou.

RICARDO LEOPOLDO, Agencia Estado

21 de novembro de 2013 | 12h17

"Como as populações ocupada e economicamente ativa estão em níveis muito próximos há alguns meses, isso pode ser um prenúncio de que a taxa de desemprego já atingiu os níveis mais baixos e que de agora em diante poderá subir ligeiramente", comentou Thaís. Na sua avaliação, como há uma tendência de o nível de atividade apresentar o mesmo nível em 2013 e em 2014, pois ela estima que o Produto Interno Bruto (PIB) subirá 2,5% em ambos os anos, o cenário para o mercado de trabalho ainda é favorável num horizonte pouco superior a 12 meses. Em função disso, ela estima que a taxa média de desemprego, medida pela Pesquisa Mensal do Emprego pelo IBGE, deve alcançar 5,4% neste ano e subiria um pouco no próximo, quando deve alcançar 5,6%.

Em razão de um movimento sazonal, com leve alta de geração de empregos, especialmente temporários, Thaís Zara projeta que a taxa de desemprego deverá atingir 5% em novembro e chegar a 4,7% em dezembro. No último mês de 2012, essa marca foi um pouco menor e ficou em 4,6%. Um dos segmentos que seriam responsáveis pela redução da taxa de pessoas desocupadas no final do ano são os trabalhadores da área de serviços, especialmente os que atuam no comércio. Muitas lojas e supermercados aumentam seu contingente de trabalhadores nesta época do ano a fim de atender melhor a maior demanda dos clientes, que sobe de forma mais significativa em dezembro.

E o setor de serviços aquecido é um dos elementos que devem continuar colaborando para o nível elevado de inflação, pois deve atingir a marca de 5,8% neste ano, estima Thaís. Para 2014, ela acredita que o IPCA ficará um pouco menor: 5,7%. Contudo, isso deverá ocorrer com a ajuda da política monetária, pois o BC iniciou em abril o segundo ciclo de alta de juros do governo Dilma Rousseff. A Selic subiu de 7,25% para os atuais 9,50% e deve chegar a 10% na próxima semana, projeta a economista. Ela acredita que os juros devem continuar em ascensão no começo de 2014, quando atingirão 11% e ficarão neste nível até dezembro.

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