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Desemprego deve se estabilizar, prevê Dieese

A estimativa de que o crescimento econômico do País este ano não irá muito além de 2%, aliada à decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) de manter os juros básicos da economia em 18,5% ao ano, levou o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-Econômicos (Dieese) a prever um atraso na curva de queda do desemprego a partir de junho, embora tenha mantido a expectativa de que o índice caia no segundo semestre."A velocidade de queda de desemprego deste ano está mais próxima de 1998, muito sensível, do que em 2000, quando foi bastante brusca", comentou o diretor Técnico do Dieese, Sérgio Mendonça. "Nossa expectativa é de que o índice de desemprego de 20,4% de abril se estabilize em maio e junho e comece a cair nos meses seguintes", afirmou. Segundo ele, os técnicos do Dieese e da Fundação Seade, executores da pesquisa, já trabalhavam com o cenário de que o desemprego cresceria em abril. "O problema é o patamar que atingiu", ressalvou.Mendonça revelou ser surpreendente o dado da Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED) que relata a eliminação de 103 mil postos de trabalho na região metropolitana de São Paulo na comparação entre os meses de abril deste ano com o ano passado. "Isso mostra como a economia está paralisada. É um dado incomum vermos eliminação de postos em uma comparação anual", revelou.Preocupação com jurosO diretor mostrou preocupação com a decisão do Copom em manter os juros e, principalmente, com a forma com que se comportará a economia brasileira no segundo semestre deste ano. "Esperamos um crescimento do PIB em torno de 2%. O problema é sabermos que de forma isso ocorrerá, porque a expectativa é de que o primeiro semestre feche perto de 0%. Portanto, o segundo deve subir algo como 4%, mas em quais segmentos? Se houver uma alta puxada pela agricultura, por exemplo, isso não se refletirá na geração de emprego nas regiões metropolitanas, predominantemente industrializadas", explicou. "Precisamos de crescimento distribuído", lembrou.Nos cálculos de Mendonça, o crescimento econômico distribuído no Brasil precisa ser da ordem de, no mínimo, 4% ao ano para interromper a escalada do desemprego. "Precisamos gerar 1,5 milhão de postos de emprego por ano só na região metropolitana de São Paulo. E crescer 2% ao ano não é suficiente", resumiu.

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