Desemprego deve ter dobrado no final de 2008, prevê Lula

"Geralmente no final do ano temos em torno de 300 mil desempregados. Deve ficar em torno 600 mil", disse

Kelly Lima, da Agência Estado

15 de janeiro de 2009 | 18h27

O número de desempregados deve ter dobrado no final de 2008. De acordo com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, caso isso aconteça, os dados serão menos piores do que se esperava. "Geralmente no final do ano temos em torno de 300 mil desempregados. Vamos fechar as contas ainda, mas deve ficar em torno 600 mil. Vamos esperar o que vai acontecer no primeiro trismestre. Após a posse do presidente Obama, a situação vai melhor", disse Lula nesta quinta-feira, 15. Veja também:Desemprego, a terceira fase da crise financeira global De olho nos sintomas da crise econômica Dicionário da crise Lições de 29Como o mundo reage à crise  Pressionado por medidas para conter o desemprego, o governo deve entrar na disputa entre empresários e trabalhadores. Lula vai se reunir com todas as centrais sindicais do País na próxima segunda-feira, 19, para discutir o que o governo poderá fazer. "Já pedi ao Ministério do Trabalho um relatório e vou pedir às centrais que apresentem para mim um relato completo de tudo o que está acontecendo sobre o risco de demissões. Só assim vamos ver o que podemos fazer", afirmou.  Ao responder às perguntas sobre a possibilidade do governo intervir nas negociações do setor metalúrgico, na região do ABC, com setor metalúrgico, como quer a Força Sindical, o presidente disse: "Especificamente sobre esse assunto eu vou me inteirar melhor somente na segunda-feira para ver o que podemos fazer em São Paulo", disse. O presidente destacou também durante a entrevista coletiva que a crise econômica tem afetado mais o crédito que o emprego. Sobre a dificuldade de crédito, Lula assegurou que o volume necessário para os investimentos programados já está garantido, "inclusive os da Petrobrás". "O momento de crise não pode ser de precipitação, nem do governo e nem dos empresários. Estamos confiando no bom-senso e na capacidade do governo norte-americano e da União Europeia em tentar acabar com a crise o mais rápido possível para que ela não se espalhe ainda mais para o resto do mundo."

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