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Desemprego do Brasil deve cair até final do ano, diz Lupi

Taxa deve cair para cerca de 7,5% até o fim deste ano, ante os atuais 8,5%, disse o ministro do Trabalho

REUTERS

31 de março de 2009 | 08h26

O mercado de trabalho brasileiro já sofreu os impactos da crise global e a taxa de desemprego deve cair para cerca de 7,5% até o fim deste ano, ante os atuais 8,5%, disse o ministro do Trabalho, Carlos Lupi, nesta terça-feira.

"O pior acabou", disse Lupi à Reuters durante conferência de ministros do Trabalho em Roma. Questionado sobre onde vai parar o desemprego no final do ano, ele disse: "Mais ou menos 7,5%, 7,6%"

Taxas

 

De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a população desocupada nas seis principais regiões metropolitanas do País somou 1,9 milhão em fevereiro, o que representa um aumento de 2,7% ante janeiro, mas uma queda de 1,5% na comparação com fevereiro do ano passado.

Já o número de ocupados nas mesmas regiões ficou em 20,94 milhões no mês passado, equivalente a uma queda de 1% ante janeiro, mas a um aumento de 1,4% ante fevereiro de 2008.

A indústria foi o setor que registrou a maior queda, de 3,2%, no número de ocupados em fevereiro ante janeiro, informou o IBGE. O setor industrial reduziu em 117 mil o número de trabalhadores nas seis regiões pesquisadas pelo instituto, na passagem de um mês para o outro Na comparação com fevereiro do ano passado, porém, a indústria aumentou em 1% o número de ocupados, com acréscimo de 34 mil.

Já o maior aumento de vagas no mês passado ocorreu no setor de construção civil, com alta de 2,6% ante o mês anterior, o que representa mais 38 mil trabalhadores contratados, e alta de 4,1% ante fevereiro de 2008 (mais 60 mil trabalhadores).

 

Medidas

 

Ontem o Conselho Deliberativo do Fundo de Amparo ao Trabalhador (Codefat) aprovou a ampliação do pagamento do seguro-desemprego em mais duas parcelas. O benefício já tinha sido anunciado na semana passada pelo ministro do Trabalho. Serão beneficiados, a partir de abril, 103,7 mil trabalhadores demitidos em dezembro de 42 subsetores da economia, cuja produção foi afetada pela crise financeira.
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