''Desemprego é lembrete para ação''

?Este é o momento de agir e agir sem demora?, diz Obama ao defender o seu plano de estímulo de US$ 775 bi

AGÊNCIAS INTERNACIONAIS, O Estadao de S.Paulo

10 de janeiro de 2009 | 00h00

A dramática perda de empregos em dezembro é um "forte lembrete" da necessidade de um agressivo pacote de estímulo econômico, afirmou o presidente eleito dos Estados Unidos, Barack Obama. "Este é o momento de agir e agir sem demora", disse Obama em entrevista coletiva à imprensa, após o anúncio de uma forte alta do desemprego nos Estados Unidos no mês de dezembro.   Acompanhe a evolução do desemprego nos EUAA situação econômica dos EUA "é muito grave e está piorando'', disse Obama, "É evidente, a situação é muito grave. Ela está piorando e isto exige a adoção imediata das medidas", disse Obama , referindo-se ao plano de retomada que pode passar de US$ 775 bilhões.A economia americana liquidou mais de meio milhão de empregos pelo segundo mês consecutivo, colocando a taxa de desemprego em 7,2%.BOEING DEMITEOs cortes de empregos continuam sendo anunciados a cada dia nos EUA. Ontem foi a vez de a Boeing anunciar o corte de cerca de 4,5 mil vagas em sua unidade de aviões comerciais, levando a força de trabalho da divisão de volta aos níveis do início de 2008, de cerca de 63,5 mil empregados. A companhia está tentando reduzir os custos da unidade após um ano de queda nas entregas de aviões. A maior parte dos cortes deverá ocorrer durante o segundo trimestre deste ano. Anteontem, a Boeing havia informado que as encomendas de aviões caíram mais de 50% em 2008.RUBIN CAI NO CITIA crise também provocou uma importante baixa em um dos maiores bancos americanos. O ex-secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Robert Rubin, muito criticado nos últimos meses por sua atuação com relação à crise financeira, apresentou ontem sua renúncia como assessor e membro do Conselho de Administração do Citigroup."Robert Rubin renunciou com efeito imediato como assessor sênior (do banco) e decidiu não se apresentar à reeleição como membro do Conselho de Administração", anunciou ontem o Citi em um comunicado distribuído à imprensa.Em seu período no Citi, Rubin, que começou em 1999, recebeu até US$ 115 milhões, sem incluir as opções sobre ações."Essa não é uma decisão que tenha sido tomada superficialmente. Agora que chego aos 70 anos e com tudo que está acontecendo no ''Citi'', acho que chegou o momento de mudanças", explicou Rubin, no comunicado.O executivo foi alvo de duras críticas por sua aposta de que o banco deveria assumir mais riscos com os instrumentos de dívida respaldados por hipotecas, o que levou o banco a grandes perdas.

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