Desemprego em 6 regiões metropolitanas sobe para 15,9%

A taxa de desemprego em seis regiões metropolitanas (Belo Horizonte, Distrito Federal, Porto Alegre, Recife, Salvador e São Paulo) ficou em 15,9% da População Economicamente Ativa (PEA) em fevereiro, apresentando alta em relação aos 15,3% em janeiro. A informação consta na Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED) divulgada nesta quarta-feira, 28, pela Fundação Seade e pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) que, a partir deste mês, passa a unificar o calendário de divulgação das regiões metropolitanas, constituindo uma pesquisa única.Em comparação às seis regiões metropolitanas acompanhadas pelo Instituto Brasileiro de Estatística e Geografia (IBGE) para a produção da Pesquisa Mensal de Emprego (PME), a Fundação Seade e o Dieese não pesquisam a cidade do Rio de Janeiro, utilizando um levantamento, por outro lado, no Distrito Federal. A PED estimou o contingente de desempregados nas seis regiões em 3,05 milhões de pessoas, em fevereiro, um aumento de 116 mil pessoas em comparação a janeiro.São PauloEm São Paulo, a PED projetou um índice de desemprego de 15,3% da PEA, crescimento em relação aos 14,4% verificado em janeiro. O contingente de desempregados foi estimado em 1,54 milhão de pessoas, resultante da eliminação de 94 mil ocupações em fevereiro simultaneamente à saída de quatro mil pessoas do mercado de trabalho, o que resultou no acréscimo de 90 mil pessoas ao contingente de desempregados nos 39 municípios que compõem a Grande São Paulo.As demais cinco regiões metropolitanas obtiveram as seguinte taxas de desemprego: 17,9%, no Distrito Federal; 12,9%, em Belo Horizonte; 12,3%, em Porto Alegre; 20,4%, no Recife; 22,3%, em Salvador.Por setorPor setor de atividade, as seis regiões metropolitanas tiveram oscilações entre em fevereiro ante janeiro de: na indústria, menos 2,5% e a eliminação de 65 mil ocupações; menos 0,6% em serviços, ou seja, corte de 50 mil ocupações; 0,8%, no comércio, com a criação de 22 mil postos; e 0,9% em construção civil, incluindo reformas e reparação de edificações, com a criação de 18 mil cargos. Outros setores, que vale para serviços domésticos, por exemplo, tiveram oscilação de menos 2,5% em fevereiro ante janeiro, o que resultou na eliminação de 37 mil vagas.Na avaliação dos técnicos das duas instituições, o setor de comércio tem se favorecido pela ampliação do crédito e pelo aumento da massa de rendimentos. Por outro lado, a indústria tem sofrido com três movimentos simultâneos, capazes de desestimular a geração de postos: aumento das importações; queda das exportações; e estoques ainda elevados. "A situação dos estoques é relevante, mas há também um impacto muito forte da valorização do câmbio. Além de deixar de exportar, a indústria tem sofrido muito com as importações, sobretudo, de produtos chineses", afirmou o gerente de análise da PED pela Fundação Seade, Alexandre Loloian."O incremento do comércio parece ser feito cada vez menos com produtos verde e amarelo", enfatizou Loloian.MarçoOs técnicos acreditam que a taxa de desemprego das seis regiões metropolitanas deve crescer em março, mantendo a sazonalidade verificada ao longo dos anos. "Pode até haver geração de postos de trabalho, mas a tendência é que mais pessoas voltem a procurar trabalho a partir de março, o que provoca efeitos estatísticos de aumento do desemprego", explicou, em entrevista coletiva, o diretor técnico do Dieese, Clemente Ganz Lúcio.Entre dezembro de 2006 e janeiro de 2007, o rendimento médio real dos ocupados nas seis regiões caiu 1%, equivalendo a R$ 1.032. Entre assalariados, o valor médio correspondeu a R$1.102, uma queda de 0,8% na mesma base comparativa.Matéria alterada às 13h17 para acréscimo de informações

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