Desemprego em 7 regiões fica estável em 10,7% no mês de junho, aponta Dieese

Em maio, taxa foi de 10,6%; na Região Metropolitana de SP, desemprego passou de 10,9% para 11,2%

Francisco Carlos de Assis, da Agência Estado,

25 de julho de 2012 | 09h53

Texto atualizado às 10h25

SÃO PAULO - A taxa de desemprego no conjunto das 7 regiões metropolitanas onde a Fundação Seade e o Dieese realizam a Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED) ficou praticamente estável em junho em relação a maio, subindo para 10,7% de 10,6% no levantamento anterior.

A PED é realizada nas regiões metropolitanas do Distrito Federal, Belo Horizonte, Fortaleza, Porto Alegre, Recife, Salvador e São Paulo. De acordo com a Seade e o Dieese, o nível de ocupação elevou-se em quase todas as regiões: Salvador (0,9%); Recife (0,8%); Distrito Federal (0,6%); Fortaleza (0,6%); Belo Horizonte (0,5%); e Porto Alegre (0,4%). Em São Paulo manteve-se praticamente estável, com ligeira alta de 0,2%.

O rendimento médio real dos ocupados nas sete regiões caiu 0,4% em maio relativamente a abril, para R$ 1,478 mil. O rendimento real dos assalariados caiu 0,1% na mesma base de comparação, para R$ 1,528 mil.

São Paulo 

A taxa de desemprego na Região Metropolitana de São Paulo (RMSP) subiu para 11,2% em junho de 10,9% em maio. Com a elevação registrada em junho, a taxa de desemprego na região volta ao mesmo patamar de abril.

O contingente estimado de desempregados da RMSP no mês passado subiu para 1,222 milhão de pessoas, 39 mil a mais que no mês anterior. Segundo os técnicos da Seade e do Dieese, tal comportamento decorreu do pequeno número de postos de trabalho criados, 24 mil. Estas aberturas de novos postos foram insuficientes para absorver as pessoas que se incorporaram à força de trabalho da região, que chegou a 63 mil.

Ainda de acordo com a PED, a renda média real dos ocupados na RMSP em maio ficou praticamente estável, com uma ligeira queda de 0,1% em relação a abril, passando a equivaler R$ 1.613,00. Já a renda média real dos assalariados cresceu 0,6% na passagem de abril para maio, para R$ 1.656,00.

Serviços

O segmento de serviços foi o único que demitiu em junho na Região Metropolitana de São Paulo. Foram fechados 16 mil postos de trabalho neste setor, o que equivale a uma queda de 0,3%. Já a indústria da transformação, que vem sendo castigada pelos efeitos da crise internacional, criou 4 mil novos postos de trabalho, elevando em 0,2% o total de trabalhadores nas fábricas.

A construção civil foi a campeã nas contratações ao abrir 40 mil novos empregos, com um crescimento de 5,7%. O comércio e reparação de veículos e automotores e motocicletas empregou mais 4 mil pessoas, com a taxa variando 0,2% positivamente.

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