Desemprego em 7 regiões recua a 10,9% em setembro

Em agosto, taxa ficou em 11,1%, segundo pesquisa da Seade e do Dieese; rendimento médio dos trabalhadores está em R$ 1,516 mil

Francisco Carlos de Assis, da Agência Estado,

31 Outubro 2012 | 10h13

SÃO PAULO - A taxa de desemprego no conjunto das 7 regiões metropolitanas onde a Fundação Seade e o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) realizam a Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED) caiu em setembro em relação a agosto recuando para 10,9% em relação a 11,1% no levantamento anterior.

A PED é realizada nas regiões metropolitanas do Distrito Federal, Belo Horizonte, Fortaleza, Porto Alegre, Recife, Salvador e São Paulo.

De acordo com a Seade e o Dieese, o nível de ocupação elevou-se em Fortaleza (1,3%), Salvador (1,45%); Distrito Federal (0,6%), Recife (0,4%) e São Paulo (0,4%). Ficou estável em Belo Horizonte e caiu 0,7% em Porto Alegre.

O rendimento médio real dos ocupados nas sete regiões caiu 0,1% em agosto relativamente a julho, para R$ 1,516 mil. O rendimento real dos caiu 0,4% na mesma base de comparação, para R$ 1,549 mil.

O total de desempregados no conjunto das sete regiões da pesquisa somou 2,445 milhões de pessoas. Isso representa 10,9% da População Economicamente Ativa (PEA) nas sete regiões, estimada em 22,526 milhões, com 42 mil pessoas a mais que em agosto.

São Paulo

A taxa de desemprego na Região Metropolitana de São Paulo (RMSP) recuou para 11,3% em setembro, de 11,6%% em agosto.

A redução do desemprego no mês passado se deve, em parte, a um ligeiro aumento do nível de ocupação nos setores de Serviços (22 mil postos), na Indústria de Transformação (6 mil postos) e no Comércio e Reparação de Veículos Automotores e Motocicletas (6 mil postos). Não foi mais intensa porque na Construção o nível de ocupação recuou (17 mil vagas fechadas.

O contingente de desempregados na RMSP em setembro foi estimado em 1,274 milhão de pessoas, 33 mil a menos que em agosto. A taxa de participação, ou a proporção de pessoas com idade a partir de 10 anos incorporadas ao mercado de trabalho como ocupadas, permaneceu praticamente estável, ao passar de 64% para 63,9%.

Ainda de acordo com a PED, o rendimento médio real dos ocupados na RMSP em agosto recuou 0,2% em relação a julho, passando a equivaler R$ 1.682. Já a renda média real dos assalariados caiu 0,8%, para R$ 1,676 mil.

Desemprego aberto contribuiu para queda

O ligeiro recuo se deve, em parte, à redução da taxa de desemprego aberto, de 9,4% para 9,1%. O desemprego aberto é constituído pelo número de pessoas que procuram trabalho de maneira efetiva nos 30 dias anteriores ao da entrevista e não exerceram nenhum trabalho nos últimos 7 dias anteriores à pesquisa.

De acordo com o coordenador da Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED) pela Fundação Seade, Alexandre Loloian, a taxa de desemprego aberta é relevante na análise do mercado de trabalho porque quando ela oscila é sinal de que o mercado de trabalho está mais ativo. Já o desemprego oculto - pessoas que realizam trabalho remunerado eventual de auto-ocupação, ou seja, sem qualquer expectativa de continuidade e previsibilidade - manteve-se estável em 9,2%.

A taxa de desemprego de 11,3% no mês passado é a menor desde setembro de 1992, com exceção da marca de 10,6% em setembro do ano passado. No município de São Paulo, a taxa caiu de 11,4% em agosto para 10,8%. Nas demais regiões, a taxa de desemprego subiu de 11,8% para 11,9% e na região do ABC Paulista, passou de 10,2% para 9,6%, a menor para um mês de setembro desde abril de 1998.

Registro em carteira na RMSP cresce 1,4%

O emprego com registro na carteira profissional cresceu 1,4% na passagem de agosto para setembro na região metropolitana. O contingente de trabalhadores com carteira assinada subiu de 5,118 milhões para 5,188 milhões no período.

Já o total de trabalhadores sem registro em carteira recuou 0,6% em setembro ante agosto, de 986 mil para 980 mil. Os autônomos cresceram 2,3%, de 1,589 milhão de trabalhadores em agosto para 1,619 milhão no mês passado.

Para Alexandre Loloian, coordenador da Fundação Seade, o emprego na RMSP tem crescido dentro dos parâmetros da legalidade.

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