Desemprego em abril é o menor para o mês e renda é recorde

Taxa do IBGE fica em 8,5%, queda de 1,6 ponto ante 2007; renda sobe 2,8% e é a maior em quase 6 anos

Adriana Chiarini, da Agência Estado, e Reuters,

21 de maio de 2008 | 09h12

O desemprego brasileiro caiu pelo segundo mês seguido em abril e atingiu a menor taxa da série - iniciada em 2002 - para o mês, informou nesta quarta-feira, 21, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A taxa nas seis maiores regiões metropolitanas do País ficou em 8,5% no mês passado, ante 8,6% em março. Além disso, a renda do trabalhador atingiu seu maior nível desde outubro de 2002.  "Esta taxa (de desemprego) do mês passado é uma das melhores taxas (de toda a série), só perdendo para as de meses de fim de ano (e janeiro, tradicionalmente mais baixos)", disse o gerente da Pesquisa Mensal de Emprego do IBGE, Cimar Azeredo. O resultado ficou ligeiramente abaixo da mediana das previsões do mercado, de 8,6%. Em igual período de 2007, a taxa de desemprego havia sido de 10,1%. Assim, o total de desempregados em abril deste ano atingiu 1,991 milhão. De acordo com Azeredo, a queda no número de desempregados em relação a abril do ano passado é de 13,9% ou 322 mil, que deixaram de procurar trabalho entre abril de 2007 e o mês passado. "Se somar população desocupada de Belo Horizonte e Porto Alegre em abril, dá menos do que os 322 mil que deixaram a população desocupada em desde abril de 2007", afirmou. "O mercado de trabalho vem apresentando ganhos expressivos que a gente ainda não vê em outros indicadores, como rendimento", disse Azeredo. População ocupada A população ocupada, por sua vez, ficou em 21,4 milhões de pessoas, sem alteração significativa em relação a março, mas com crescimento de 4,3% em relação a abril do ano passado.  Além do menor desemprego, a qualidade dos postos de trabalho em abril melhorou em relação a abril do ano passado. O número de empregados com carteira de trabalho assinada no setor privado cresceu 1,5% no mês passado em relação a março e 9,9% em relação a abril de 2007. Já a quantidade de empregados sem carteira de trabalho assinada no setor privado não teve variação significativa em relação ao mês anterior, mas caiu 4,7% na comparação com abril do ano passado.  Renda O rendimento médio real dos trabalhadores em abril ficou em R$ 1.208,10, o mais alto deste outubro de 2002, quando foi de R$ 1.224,48, e a maior para meses de abril desde 2002, quando era de R$ 1.228,36. A massa de renda real habitual dos ocupados cresceu 1,3% em relação a março e 7,7% ante abril do ano passado, totalizando R$ 26 bilhões. Os dados são pesquisados nas regiões metropolitanas de São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador, Recife, Porto Alegre e Belo Horizonte.

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