Desemprego em junho foi de 7,5%, segundo o IBGE

A taxa de desemprego aberto do País - considerando as pessoas que procuraram emprego na semana em que o levantamento foi feito, mas não encontraram - atingiu 7,5% em junho, ficando praticamente estável em relação a maio (7,7%). Foi a maior taxa no mês desde 1999, ano da desvalorização do real. Os dados foram divulgados pelo IBGE. A taxa permaneceu elevada durante todo o primeiro semestre do ano, com média de 7,3% no período.A Região Metropolitana de São Paulo continuou apresentando o índice mais elevado do País (8,7% em junho), mas houve redução da taxa ante o recorde histórico do mês anterior (9,2%). No semestre, a média do desemprego na região foi de 8,4%.O número de pessoas ocupadas no País também permanece em crescimento, com aumento de 1,3% ante junho do ano passado. Mas a expansão não foi suficiente para absorver os que procuram trabalho, já que a população desocupada (não trabalhando mas procurando trabalho) cresceu 22,1% no período.Resultados similares foram registrados no acumulado do primeiro semestre, quando houve aumento de 1,5% dos ocupados ante igual período do ano passado, Mas a expansão dos desocupados foi mais uma vez superior, com crescimento de 20,2% no mesmo período. Ou seja, a procura por trabalho tem crescido em ritmo muito mais acentuado do que a ocupação, ao longo deste ano.A coordenadora da pesquisa do IBGE, Shyrlene Ramos de Souza, disse que ainda que o número de ocupados tenha iniciado uma trajetória de crescimento desde janeiro deste ano, o aumento tem sido insuficiente para absorver a mão-de-obra. Ela lembrou que seis meses são um período curto para mudar a situação do mercado de trabalho.Shyrlene ressaltou que os postos de trabalho vêm aumentando mais nos setores que pagam menores salários e têm índices de informalidade maior, como comércio (crescimento de 2,2% em junho ante igual mês do ano passado e 1,9% no semestre) e serviços (aumento de 2,5% em junho e 2,6% no semestre).A indústria da transformação apresentou em junho o primeiro resultado positivo (0,6%) após oito meses de queda ante igual mês do ano anterior, o que não impediu a queda da ocupação no setor no acumulado do primeiro semestre (-0,7%). As principais quedas, no entanto, permanecem com a construção civil, com redução de 10,7% em junho e de 7,4% no semestre.A informalidade permanece em trajetória de crescimento, com aumento de 2,9% no número de ocupados com carteira assinada em junho ante junho de 2001 e de 3,9% no primeiro semestre. O número de trabalhadores com carteira também vem crescendo, mas em ritmo inferior, sendo de 1,6% em junho e 1,5% no semestre.

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