Desemprego em São Paulo é o menor desde 1997

A taxa de desemprego apresentou no ano passado sua menor taxa desde 1997, ficando em 15,8% ante 16,9% em 2005. Os dados constam da Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED), elaborada em conjunto pela Fundação Seade e o Dieese na região metropolitana de São Paulo (39 municípios) e divulgada nesta quarta-feira.De acordo com os coordenadores da pesquisa, Alexandre Loloyan (Seade) e Clemente Lúcio (Dieese), 151 mil postos de trabalho foram criados no ano passado, número mais do que suficiente para absorver o pequeno aumento do número de pessoas que passaram a integrar a População Econômica Ativa (PEA), de apenas 37 mil pessoas. Com esse resultado, mais de 104 mil pessoas saíram da situação de desemprego em 2006.Na média, o contingente de empregados foi estimado em 1,592 milhão de pessoas, resultado bem menor que os 2 milhões dos anos de 2003 e 2004. O número de pessoas ocupadas foi estimado em 8,483 milhões de pessoas e a PEA em 10,075 milhões de pessoas.O rendimento médio real dos ocupados cresceu 1,3% em 2006, compensando o decréscimo de 0,4% em 2005. Em relação aos assalariados, rendimento médio manteve-se estável, após ter crescido por dois anos seguidos. De acordo com os coordenadores, a queda de desemprego pode ser vista de forma bastante positiva em 2006. Enquanto, a População em Idade Ativa (PIA) - que considera todas as pessoas com mais de 10 anos de idade - cresceu 1,3% em 2006, a População Economicamente Ativa (PEA) - que considera somente as pessoas que estão a procura de emprego - cresceu 0,4%. Os inativos com 10 anos de idade ou mais, cresceram 3%. "Isso significa que o número de jovens que se declara sem emprego está caindo. Os jovens estão ficando mais tempo na escola, sem pressão da família, pois os pais estão conseguindo se empregar", explicou Clemente. "É importante lembrar, entretanto, que o desemprego entre os jovens continua sendo o mais alto, se comparado as outras faixas etárias, 44%", completou Loloyan.Ainda de acordo com os coordenadores, o desemprego tem caído fortemente entre os analfabetos, trabalhadores com pouca escolaridade e pessoas com ensino superior.A queda do desemprego pode ser explicada pela saída desses trabalhadores do mercado de trabalho. Já as pessoas com mais de 11 anos de estudos, a questão realmente se ocupando mais, conseqüência de um mercado de trabalho cada vez mais exigente. DezembroA taxa de desemprego em dezembro ficou em 14,2% na região Metropolitana de São Paulo. Em novembro, a taxa estava em 14,1%. De acordo com Loloyan e Clemente, o movimento surpreendeu, já que dezembro, normalmente é um mês em que ocorre queda do desemprego. O resultado surpreendeu ainda por interromper uma trajetória de decréscimo de desemprego que vinha desde junho. Entretanto, o resultado para o mês é o menor desde 1996.Ainda de acordo com a pesquisa, os rendimentos médios reais de ocupados e assalariados diminuíram 1,2% e 1,8% respectivamente entre outubro e novembro. De acordo com os pesquisadores, o resultado é normal, pois as ocupações de final de ano geralmente possuem menor rendimento.Em dezembro, o contingente de desempregados foi estimado 1,443 milhão de pessoas, 14 mil a mais que em novembro. De acordo com a pesquisa, o movimento ocorreu devido a geração insuficiente de postos de trabalho. Apenas 14 mil para absorver as 28 mil pessoas que entraram no mercado de trabalho em dezembro.O comércio foi o setor que apresentou o maior crescimento de 3,3% no mês ou 45 mil novas vagas. Serviços apresentou alta de 0,7% ou 34 mil novas vagas e a indústria é que teve queda de 1,8%, não preocupante na avaliação dos coordenadores devido a um crescimento expressivo nos meses de setembro e novembro. O agregado outros setores apresentou um crescimento de 3,4%, no nível de ocupação em dezembro.

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