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Desemprego em SP sobe para 11,4% em março

Pesquisa do Dieese e da Fundação Seade aponta avanço na taxa em relação a fevereiro; ante o mesmo período do ano passado, porém, número ficou estável

Igor Gadelha, O Estado de S. Paulo

29 de abril de 2015 | 10h46

A taxa de desemprego na Região Metropolitana de São Paulo (RMSP) subiu para 11,4% em março, ante 10,5% em fevereiro, mostra Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED) divulgada nesta quarta-feira, 29, pela Fundação Seade e pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). A taxa de desemprego, contudo, foi praticamente a mesma observada em março de 2014 (11,5%).

No mês passado, o total de desempregados foi estimado em 1,246 milhão de pessoas, 108 mil a mais do que em fevereiro. Esse resultado decorreu do crescimento de 0,9% da População Economicamente Ativa (PEA), após 96 mil pessoas passarem a fazer parte da força de trabalho na região, e da relativa estabilidade do nível de ocupação, estimado em 9,684 milhões de pessoas, 12 mil a menos do que em fevereiro (queda de 0,1%).

Sob a ótica setorial, esse nível de ocupação decorreu de reduções nos setores de Comércio e Reparação de Veículos Automotores e Motocicletas (-2,4%, equivalente a eliminação de 41 mil postos de trabalho), Construção (-1,5%, ou 10 mil vagas eliminadas) e na Indústria de Transformação (-0,7%, ou 12 mil postos fechados) e do crescimento de 0,7% no setor de Serviços, com a geração de 41 mil posto de trabalho em março. 

Nas demais regiões pesquisadas pela PED também houve aumento do desemprego. Entre fevereiro e março deste ano, os maiores aumentos do desemprego se deram nas regiões metropolitanas do Distrito Federal (de 12,3% para 13,2%), Recife (de 12,1% para 12,9%) e Salvador (de 16,4% para 17,3%. Na região  metropolitana de Fortaleza, a taxa de desemprego subiu de 7,2% para 8% no período, enquanto na de Porto Alegre, de 5,7% para 6,2%. 

O Seade informou que os dados relativos a região metropolitana de Belo Horizonte ainda não começaram a ser coletados. No ano passado, houve problemas na licitação para contratar a empresa para fazer a pesquisa de campo em Minas Gerais. A instituição  informou, contudo, que as pendências já estão sendo resolvidas e a pesquisa na região deve ser retomada em breve.

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