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Desemprego feminino é o menor em 25 anos em SP

Taxa caiu de 12,5% em 2012 para 11,7% no ano passado. Para homens, recuo foi de 9,4% para 9,2%, segundo a Seade

O Estado de S.Paulo

07 de março de 2014 | 02h05

A taxa de desemprego entre as mulheres voltou a cair em 2013 na região metropolitana de São Paulo, passando de 12,5% em 2012 para 11,7% no ano passado, segundo pesquisa da Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados (Seade) com o Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Econômicos (Dieese). É o menor patamar desde 1989 - quando o desemprego era de 10,6%. Para os homens, a taxa passou de 9,4% para 9,2%.

Já a presença das mulheres acima de dez anos de idade no mercado de trabalho diminuiu de 56,1% em 2012 para 55,1% no ano passado. Para os homens, o indicador também decresceu, de 71,5% para 70,6%.

"Há um lado negativo, pois você atribui a responsabilidade da queda à ausência de expectativas favoráveis sobre o emprego e a economia", diz Alexandre Loloian, economista da Fundação Seade e coordenador da equipe de análise da pesquisa. "Foi a redução da pressão do mercado de trabalho que fez com que o desemprego caísse, e não um aumento dos níveis de ocupação, pois o mercado não cresceu." Ele explica que, no período, só houve 2 mil novas ocupações - um aumento de 0,1%.

De acordo com a Fundação Seade, o ingresso em transporte, armazenagem e correios foi o grande destaque, setores em que a ocupação feminina cresceu 12,6%, além do comércio (8,3%). Tais categorias compensam o saldo negativo de setores como indústria (-2,3%) e construção (-13,9%).

O estudo apontou um ligeiro aumento do rendimento médio real por hora das mulheres (0,8%), ao passo que o dos homens se retraiu (-1,3%). Com isso, os salários femininos, que em 2012 correspondiam em média a 75,5% dos masculinos, subiram para 77,1% no ano passado.

Em 2013, pela primeira vez, a proporção de mulheres com carteira de trabalho assinada no setor privado passou da metade (50,3%). Entre os homens, a taxa é de 57%. / ANNA CAROLINA PAPP

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