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Desemprego fica estável e renda recua em julho

Taxa de desemprego teve queda de 9,7% para 9,5% e rendimento médio caiu 1,2%, para R$ 1.108,30; para o IBGE, dados não empolgaram

Adriana Chiarini, O Estadao de S.Paulo

07 de agosto de 2024 | 00h00

O mercado de trabalho ficou estável em julho em relação ao mês anterior. A taxa de desemprego recuou levemente no período, de 9,7% para 9,5% da população economicamente ativa (PEA). Em relação a julho do ano passado, porém, quando foi de 10,7%, a queda da taxa de desemprego foi significativa.''''Os dados de julho não empolgaram. A expectativa era de que o desemprego caísse de forma significativa em julho e isso não aconteceu. Também tínhamos a expectativa de que o rendimento médio aumentasse e ele caiu'''', afirmou o gerente da Pesquisa Mensal do Emprego (PME) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Cimar Azeredo.O rendimento médio real da população ocupada em julho foi de R$ 1.108,30, com queda de 1,2% em relação ao mês de junho, porém 2,5% superior a julho de 2006. O IBGE também divulgou a estimativa para a massa salarial de junho. Ela foi de R$ 22,8 bilhões, com queda de 0,9% em relação a maio e alta de 4,1% em relação a junho de 2006.APURAÇÃOAs informações nacionais são calculadas a partir do conjunto de apurações nas regiões metropolitanas de São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Porto Alegre, Recife e Salvador. Em São Paulo, a taxa de desemprego até aumentou levemente, de 10,2% em junho para 10,3% em julho, com o rendimento médio real tendo recuperação de 2,2%, para R$ 1.218,70.A redução do rendimento médio real em julho foi provocada principalmente pela queda das remunerações na informalidade e nos setores de comércio, indústria e outros serviços.Segundo Azeredo, em geral há uma melhora no mercado de trabalho em meados do ano e um segundo semestre mais aquecido. Ele acha que no fim do ano o desemprego será menor que 10%, inclusive porque a média dos primeiros sete meses deste ano está em 9,8%.De acordo com o boletim ''''Análise Iedi'''', do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi), o crescimento da massa salarial na comparação com o mesmo mês do ano anterior parece estar se desacelerando.Azeredo levantou a possibilidade de que, no segundo semestre, a alta em relação ao mesmo período de 2006 seja inferior a do primeiro semestre.Nesse caso, o mercado interno consumidor possivelmente teria um desempenho menor do que nos seis meses anteriores. A manutenção do dinamismo dependeria de manter o alto crescimento do volume de crédito para manter seu dinamismo.

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