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Desemprego na Europa é problema mais grave que déficit fiscal, diz Carlos Slim

O bilionário citou as dificuldades políticas da Europa e afirmou que os ajustes necessários para contornar a crise acabam tendo um custo alto para esses países

Mariana Durão, da Agência Estado,

26 de abril de 2012 | 14h53

RIO - O bilionário mexicano Carlos Slim avalia que o forte aumento do desemprego nos países desenvolvidos é um problema mais grave do que o déficit fiscal e o esgotamento dos recursos do Estado para sustentar o sistema de bem-estar social.

"Em alguns países da União Europeia, o nível de desemprego chega a 50% entre os jovens, que estão sem perspectiva", disse Slim hoje, no Rio de Janeiro. Ele citou as dificuldades políticas da Europa e afirmou que os ajustes necessários para contornar a crise acabam tendo um custo alto para esses países. Já a América Latina, disse, está em uma situação positiva com "uma política fiscal sã" e uma "situação econômica sólida".

O megaempresário cumpre uma agenda de três dias no Rio, onde participa do Congresso das Américas sobre Educação Internacional, representando a Fundação Carlos Slim. Ele seguirá para Buenos Aires, na Argentina, onde se reunirá com empresários locais.

Durante palestra sobre o papel do setor privado na educação, Slim afirmou que o mundo está em uma nova era, com a economia baseada principalmente na prestação de serviços, que só se sustenta com a inserção da parcela hoje marginalizada da sociedade na economia, por meio da educação e emprego.

Dono do império de telecomunicações Telmex (que controla, no Brasil, a Claro, a Embratel e a Net, a partir da América Móvil), Slim defendeu o desenvolvimento da educação à distância e o uso da tecnologia para educar. Na visão do bilionário, ferramentas como tablets e smartphones serão fundamentais nesse processo de inclusão social.

Para difundir o que chamou de "cultura digital", a Fundação Carlos Slim tem um orçamento em 2012 para chegar a 4.300 bibliotecas digitais. A ideia é ensinar a população de baixa renda a "pescar" na rede da internet, dando acesso a computadores e banda larga.

"É a única forma de entrarmos pela porta da frente nessa nova civilização e incorporarmos essas pessoas a sociedade", discursou o magnata, recentemente eleito pela terceira vez como homem mais rico do mundo pela Forbes.

Slim defendeu que as universidades direcionem seus programas e estimulem a formação de pessoas para o atendimento da demanda da indústria mundial nos próximos cinco a dez anos. "A nova sociedade de serviços vai demandar novos empregos e temos que nos preparar para isso", afirmou, citando setores como TI, educação, cultura e turismo.

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