Desemprego na Região Metropolitana de São Paulo fica estável em agosto

Na passagem de julho para agosto, houve a criação de apenas 2 mil postos de trabalho na RMSP, segundo pesquisa Seade/Dieese

Mário Braga, Agência Estado

24 de setembro de 2014 | 10h24

A taxa de desemprego na Região Metropolitana de São Paulo (RMSP) ficou relativamente estável ao passar de 11,4%, em julho, para 11,3%, em agosto, segundo a Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED) divulgada nesta quarta-feira, 24, pela Fundação Seade e o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). Na comparação com agosto do ano passado, quando estava em 10,4%, a taxa de desemprego avançou 0,9 ponto porcentual.

Em agosto, o nível de ocupação não registrou variação sobre o levantamento de julho. No período, houve a geração de apenas 2 mil postos de trabalho e o número de ocupados foi estimado em 9,7 milhões de pessoas. No período, a População Economicamente Ativa (PEA) permaneceu relativamente estável (-0,1%) com a saída de 10 mil pessoas da força de trabalho. Em agosto, a soma de ocupados e desempregados na RMSP chega a 11,018 milhões. No mês passado, o total de desempregados foi previsto em 1,2 milhão, 12 mil a menos do que em julho.

O rendimento médio real dos ocupados na Região Metropolitana de São Paulo recuou 0,6% em julho, na comparação com junho, para R$ 1.870.

Setores. Na análise setorial, a indústria de transformação na região criou 39 mil postos de trabalho (+2,4%). O setor de serviços registrou relativa estabilidade, com geração de 11 mil postos de trabalho (+0,2%). No entanto, houve reduções na Construção (-2,6%), com a eliminação de 20 mil postos de trabalho e no segmento de comércio e reparação de veículos automotores e motocicletas (-0,5%), que eliminou 9 mil postos de trabalho.

Outras regiões. A taxa de desemprego avançou em três das cinco capitais onde é realizada a PED. Na passagem de julho para agosto, a taxa de desemprego subiu em Fortaleza (de 7,8% para 8,2%), em Porto Alegre (de 5,7% para 5,9%) e em Salvador (de 18,0% para 18,1%). Por outro lado, houve retração no Recife (de 12,5% para 12,2%) e em São Paulo (de 11,4% para 11,3%).

Desde o mês passado, sem a publicação dos resultados de Belo Horizonte devido a "problemas operacionais", a Seade e Dieese não divulgam a taxa média relativa às seis regiões metropolitanas pesquisadas. São divulgados, separadamente, apenas os números do desemprego das regiões metropolitanas de Fortaleza, Porto Alegre, Recife, Salvador e São Paulo.


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