Desemprego na região metropolitana de São Paulo sobe para 10,6% em fevereiro

Indústria de transformação na região metropolitana de São Paulo eliminou 50 mil postos de trabalho, segundo Seade/Dieese

Carla Araújo e Mário Braga, Agência Estado

26 de março de 2014 | 10h17

SÃO PAULO - A taxa de desemprego na Região Metropolitana de São Paulo em fevereiro subiu para 10,6%, ante 9,6% em janeiro, segundo a Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED) divulgada pela Fundação Seade e o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), nesta quarta-feira, 26.

O nível de ocupação diminuiu 0,7% e o número de ocupados foi estimado em 9,7 milhões de pessoas. Na passagem de janeiro para fevereiro, o total de desempregados foi previsto em 1,1 milhão de pessoas, 70 mil a menos do que em janeiro (queda de 0,7%). Na comparação com fevereiro do ano passado, a taxa de desemprego ficou ligeiramente acima, em 10,6%, ante 10,3%.

A indústria de transformação na região eliminou 50 mil postos de trabalho (-3,0%) e o setor de comércio e reparação de veículos automotores e motocicletas houve redução de 1 mil (-0,1%). Já o setor de serviços, gerou 86 mil vagas (1,6%) e na construção foram criados 13 mil postos de trabalho (1,8%).

O rendimento médio real dos ocupados na Região Metropolitana de São Paulo recuou 1,6% em janeiro de 2014, na comparação com dezembro de 2013, passando para R$ 1.846 mil. A renda média real dos assalariados subiu 0,5% e atingiu R$ 1.854 mil.

Na comparação com janeiro de 2013, houve uma variação positiva de 1,4% no rendimento médio real dos ocupados e um avanço de 1,6% no caso dos assalariados.

Brasil. A taxa de desemprego no conjunto das seis regiões metropolitanas onde a Fundação Seade e o Dieese realiza a PED subiu de 9,5% em janeiro para 10,3% em fevereiro. O nível de ocupação nas regiões caiu 0,6%, com a eliminação de 119 mil postos de trabalho.

Segundo a Seade e o Dieese, o nível de ocupação diminuiu em Belo Horizonte (-1,3%); Salvador (-0,8%); São Paulo (-0,7%) e Recife (-0,4%). Manteve-se relativamente estável em Porto Alegre (0,2%) e Fortaleza (-0,2%).

Entre os setores avaliados, houve diminuição em Serviços (-0,9% ou eliminação de 96 mil postos), em Indústria de Transformação (-0,7% ou redução de 21 mil postos). Em Construção, foram eliminados 17 mil postos, queda de 1,1%. Comércio e Reparação de Veículos Automotores e Motocicletas registrou geração de 4 mil vagas (alta de 0,1%)

O rendimento médio real dos ocupados nas seis regiões caiu 1,2% em janeiro de 2014 ante dezembro de 2013, para R$ 1.668. A renda média real dos assalariados não variou, mantendo-se em R$ 1.690.

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