Marcello Casal Jr./ABr
Marcello Casal Jr./ABr

Taxa de desemprego na Região Metropolitana de SP sobe para 12,9% em maio, calcula Dieese

Esta é a quarta elevação consecutiva e o aumento do desemprego na região na passagem de abril para maio é um 'comportamento não usual para o período', segundo o Dieese

Mário Braga, O Estado de S. Paulo

24 de junho de 2015 | 10h21

SÃO PAULO - A taxa de desemprego na Região Metropolitana de São Paulo (RMSP) subiu para 12,9% em maio ante 12,4% em abril, mostra Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED) divulgada pela Fundação Seade e pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). A taxa também ficou acima da verificada em maio de 2014, que foi de 11,4%. Esta é a quarta elevação consecutiva e o aumento do desemprego na região na passagem de abril para maio é um "comportamento não usual para o período", diz o relatório.

No mês passado, o total de desempregados foi estimado em 1,435 milhão de pessoas, 68 mil a mais do que em abril. Esse resultado decorreu do crescimento de 0,9% da População Economicamente Ativa (PEA), após 95 mil pessoas passarem a fazer parte da força de trabalho na região, e do acréscimo "insuficiente" de 0,3% do nível de ocupação, depois da criação de 27 mil postos de trabalho, levando o total de ocupados para 9,686 milhões.

Sob a ótica setorial, o aumento do nível de ocupação decorreu de elevações nos setores da Construção, com alta de 5,9%, ou criação de 41 mil postos de trabalho, e de 0,5% nos Serviços, com a geração de 26 mil postos de trabalho. Por outro lado, houve reduções de 1,6% no nível de ocupação da Indústria de Transformação, com eliminação de 25 mil postos de trabalho em maio, e na retração de 0,3% na ocupação no Comércio e Reparação de Veículos Automotores e Motocicletas, representando um corte de 5 mil ocupados.

Renda. O rendimento médio real dos ocupados subiu 0,6% em abril ante março, para R$ 1.916,00, mostrou Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED) divulgada há pouco pela Fundação Seade e pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). A renda média real dos assalariados, por sua vez, avançou 0,3% no período, para R$ 1.930,00.

De acordo com o Seade e o Dieese, o avanço da renda real de ocupados é decorrente do aumento do rendimento médio, que mais que compensou a ligeira variação negativa do nível de ocupação. Quanto ao caso dos assalariados, o acréscimo na renda média real se deve à elevação do salário médio e à redução do nível de emprego na mesma intensidade. Na passagem de março para abril, a massa de rendimentos dos ocupados avançou 0,5%, enquanto a dos assalariados se manteve estável.

Na comparação com abril de 2014, houve quedas dos rendimentos médios reais dos ocupados e dos assalariados, de 8,8% e 7,2%, respectivamente. Com isso, as massas de rendimentos de ambos também recuaram: 9,3% e 7,1%, nesta ordem. Segundo o Seade e o Dieese, nos dois casos, as quedas decorreram sobretudo de reduções dos rendimentos médios reais. 

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