Marcello Casal Jr./ABr
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Desemprego na Região Metropolitana de SP sobe para 14,2% em setembro

Mais de 1,5 milhão de pessoas estavam desempregadas na região no mês passado, segundo a Fundação Seade e o Dieese

Mateus Fagundes, O Estado de S. Paulo

29 Outubro 2015 | 16h55

A taxa de desemprego na Região Metropolitana de São Paulo (RMSP) passou de 13,9% em agosto para 14,2% em setembro, mostra Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED) divulgada pela Fundação Seade e pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) nesta quinta-feira, 29. A taxa ficou acima da verificada em setembro de 2014, quando estava em 10,6%. Esta é a oitava elevação consecutiva do indicador.

Em setembro, o total de desempregados foi estimado em 1,581 milhão de pessoas, 44 mil a mais do que em agosto. Esse resultado decorreu do ligeiro crescimento do nível de ocupação, com a geração de 33 mil postos de trabalho, que foi insuficiente para absorver a ampliação em 77 mil da População Economicamente Ativa (PEA) na região.

O nível de ocupação apresentou crescimento de 0,3% em setembro ante agosto, para um contingente estimado em 9,55 milhões de pessoas. Porém, em relação ao mesmo mês de 2014, houve queda de 3,1%.

Do ponto de vista setorial, houve geração de 29 mil postos de trabalho em serviços (alta de 0,5% em setembro ante agosto) e 6 mil postos em Comércio e Reparação de Veículos Automotores e Motocicletas (0,3%). Essas variações positivas compensaram a eliminação de 7 mil postos de trabalho em Construção (-1,0%) e 4 mil em Indústria de Transformação (-0,3%). 

Rendimento médio. O rendimento médio real dos ocupados na RMSP caiu 1,3% em agosto ante julho, para R$ 1.876, mostrou a PED. A renda média real dos assalariados, por sua vez, recuou 2,0% na variação mensal, para R$ 1.901. Na passagem de julho para agosto, a massa de rendimentos teve queda de 1,5% entre os ocupados e de 2,8% entre os assalariados.

Na comparação com agosto de 2014, o rendimento médio real dos ocupados cedeu 8,7% e dos assalariados recuou 8,4%. Com isso, as massas de rendimentos de ambos também caíram: 10,9% e 11,2%, nesta ordem.

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