Marcos Santos/USP Imagens
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Desemprego na região metropolitana de SP sobe para 17,5% em setembro

Contingente de desempregados ficou em 1,926 milhão de pessoas em setembro, 12 mil a mais do que no mês anterior

Thaís Barcellos, O Estado de S.Paulo

26 de outubro de 2016 | 11h24

SÃO PAULO - A taxa de desemprego total na Região Metropolitana de São Paulo (RMSP) ficou em 17,5% em setembro, ante 17,2% em agosto, segundo dados da Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED) divulgada nesta quarta-feira (26) pela Fundação Seade e pelo Dieese. Em setembro de 2015, o desemprego estava em 14,2%.

A abertura do dado de setembro mostra que a taxa de desemprego aberto caiu para 14,4%, de 13,9%, enquanto o indicador de desemprego oculto recuou de 3,3% para 3,1%. Desemprego aberto é quando a pessoa procurou trabalho de maneira efetiva nos últimos 30 dias. Já o oculto pode ser por trabalho precário, quando não há perspectiva de continuidade e previsibilidade, ou por desalento, quando a pessoa deixou de procurar trabalho em função das circunstâncias ruins do mercado.

O contingente de desempregados ficou em 1,926 milhão de pessoas em setembro, 12 mil a mais do que no mês anterior. "Esse resultado decorreu da retração do nível de ocupação (eliminação de 131 mil postos de trabalho, ou -1,4%), em número superior à redução da População Economicamente Ativa (119 mil pessoas saíram do mercado de trabalho da região, ou -1,1%)", explica a Fundação Seade em nota.

Na divisão por região geográfica, o desemprego aumentou na cidade de São Paulo de 16,8% para 17,1%, na região Oeste (16,1% para 16,5%), e Leste (18,6% para 20,5%). Já no Sudeste a taxa caiu de 16,4% para 16,0%. 

O contingente de ocupados foi estimado em 9.081 mil de pessoas em setembro, recuo de 1,4% em relação ao mês anterior. Na divisão por setor, o segmento de Indústria de Transformação eliminou 37 mil postos de trabalho (-2,7%). Também demitiram no período o setor de Comércio e Reparação de Veículos Automotores e Motocicletas (-2,6%, ou -41 mil) e de Serviços (-1,4%, ou -79 mil). O destaque positivo foi a Construção, com a criação de 18 mil vagas (3,1%).  

Já os rendimentos médios reais de pessoas ocupadas caíram 2,2% na margem, para R$ 1.948 em agosto, e, para os assalariados, a queda foi de 1,8%, para R$ 2.018. 

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