Desemprego na zona do euro já é o maior desde 1998

Havia 16,2 milhões de desempregados em setembro. Total equivale a 10,2% da população da região

Agência Estado e Dow Jones,

31 de outubro de 2011 | 09h05

O número de pessoas sem emprego na zona do euro atingiu um novo nível recorde em setembro, após registrar a maior alta mensal em mais de 2 anos, de acordo com dados divulgados hoje pela agência oficial de estatísticas do bloco, a Eurostat.

Havia 16,198 milhões de desempregados em setembro - o maior volume registrado na zona do euro desde que os dados começaram a ser compilados em janeiro de 1998. O total equivale a 10,2% da população da região. Em agosto, a taxa de desemprego foi de 10,1%. A previsão dos analistas era de que a taxa ficaria em 10%.

Cerca de 188 mil pessoas foram demitidas entre agosto e setembro, a maior alta mensal desde o mesmo período do ano passado.

A maior taxa de desemprego foi registrada na Espanha (22,6%). Na Grécia, a taxa de desemprego aumentou para 17,6% em julho, o mês mais recente para o qual os dados estavam disponíveis, de 17,1% em junho.

Itália

Na Itália, a taxa de desemprego subiu em setembro para o nível mais alto em quase um ano, de acordo com dados da agência nacional de estatísticas, Istat. A taxa ajustada aumentou para 8,3%, em comparação com 8,0% em agosto e 8,1% em setembro do ano passado. O dado de agosto foi revisado dos 7,9% calculados inicialmente.

O número de pessoas empregadas na Itália caiu 0,4% em setembro ante agosto. A taxa de emprego geral recuou para 56,9% em setembro, de 57,1% em agosto e 57,0% em setembro de 2010.

O Istat informou que o emprego para os homens diminuiu 0,3% na comparação mensal, enquanto para as mulheres houve queda de 0,4%. O desemprego entre os jovens cresceu para 29,3% em setembro, o nível mais alto desde janeiro de 2004, quando a pesquisa começou a ser feita, de 28,0% am agosto.

Cerca de 22,91 milhões de italianos estavam trabalhando em setembro, 0,4% menos do que em agosto.

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