Desemprego na zona do euro sobe para 11,7% e bate novo recorde

Cerca de 173 mil pessoas perderam seu emprego em outubro, a maior alta mensal desde junho

Clarissa Mangueira e Sergio Caldas, da Agência Estado,

30 de novembro de 2012 | 08h04

Texto atualizado às 8h40

LONDRES - A taxa de desemprego na zona do euro subiu para 11,7% em outubro, marcando o nível mais alto desde que os registros começaram em 1995. Em setembro, a taxa foi de 11,6%. A leitura ficou em linha com as previsões dos analistas. Cerca de 173 mil pessoas perderam seu emprego em outubro, o que representou a maior alta mensal do desemprego desde junho.

Os números mostraram divisões dentro da zona euro, já que o aumento foi limitado quase que inteiramente aos países do sul, mais altamente endividados e no centro da crise da dívida. O desemprego subiu na Espanha, Grécia, Itália, Portugal e Chipre, entre outros. A taxa caiu na Áustria e ficou estável na Alemanha, França e Finlândia.

Itália

A taxa de desemprego na Itália avançou para 11,1% em outubro, seu maior nível desde janeiro de 2004. Em setembro, a taxa de desemprego italiana ficou em 10,8%. Em outubro de 2011, a taxa foi ainda menor, de 8,8%. Todos os números são ajustados por fatores sazonais.

Entre a população italiana com idades entre 15 e 24 anos, a taxa de desemprego subiu para 36,5% em outubro, de 35,9% em setembro.

De acordo com o Istat, o total de desempregados na Itália cresceu 3,3% em outubro ante o mês anterior, para 2,87 milhões de pessoas, o maior número absoluto em base trimestral desde o quatro trimestre de 1992. As informações são da Dow Jones.

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