Desemprego no Japão cai para 5,2% em julho

Previsão era de que a taxa de desocupação seria de 5,3%; empresas não estão confiantes para contratar

Clarissa Mangueira e Cynthia Decloedt, da Agência Estado,

27 de agosto de 2010 | 07h39

A taxa de desemprego no Japão caiu para 5,2% em julho, de 5,3% em junho e para abaixo do nível de 5,3% previsto pelos economistas ouvidos pela Dow Jones. A taxa deve permanecer elevada mesmo que a recuperação da produção industrial aumente o número de horas trabalhadas, uma vez que as empresas não estão confiantes o suficiente para tomar a iniciativa de contratar novos empregados, disseram analistas.

Consumo das famílias cresce 1,1% em julho

O consumo das famílias do Japão subiu 1,1% em julho, na comparação com o mesmo período do ano passado, marcando o segundo mês consecutivo de expansão. O resultado foi menor do que a média das previsões dos 23 economistas ouvidos pela Dow Jones e pela Nikkei, que esperavam um aumento de 1,4%.

Segundo analistas, a recuperação do consumo pode desacelerar, uma vez que os efeitos das medidas de estímulo econômico adotadas pelo governo podem diminuir e a queda nos preços das ações pode impactar negativamente a confiança do consumidor.

Núcleo do CPI

O núcleo do índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) do Japão caiu 1,1% em julho, na comparação com o mesmo período do ano passado, em um outro sinal de que a economia do país continua atolada em deflação, segundo o Ministério de Negócios Internos e Comunicação.

O resultado marcou o 17º mês consecutivo de declínio e ficou em linha com a média das previsões dos economistas entrevistados pela Dow Jones e pela Nikkei. O núcleo do CPI, que exclui os voláteis preços dos alimentos frescos, recuou 1% em junho.

O núcleo do CPI da área metropolitana de Tóquio - um indicador importante da tendência da inflação no país - caiu 1,1% em agosto, levemente melhor que a projeção dos economistas de uma queda de 1,2%. As informações são da Dow Jones.

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