Desemprego no Japão fica estável em 3,8% em janeiro

A taxa de desemprego no Japão ficou estável em 3,8% em janeiro, informou o governo, dentro do previsto pelos economistas e no nível que se encontra desde novembro passado.Os gastos dos consumidores japoneses cresceram em janeiro no maior ritmo dos últimos três anos em meio, apesar da alta do preço do petróleo e da estagnação do mercado de trabalho, segundo dados divulgados hoje pelo governo. Os sinais positivos no consumo são favoráveis para o crescimento econômico, uma vez que o segmento responde por mais da metade da produção do país. O gasto do consumidor cresceu, em base ajustada à inflação, 3,6% em janeiro em comparação ao ano anterior. Um terço desse aumento foi representado por compras de automóveis e peças. O gasto subiu pelo segundo mês seguido e é o mais elevado desde o aumento de 5% registrado em maio de 2004. Os economistas esperavam que os gastos subissem 0,1%.Núcleo da inflaçãoO núcleo do índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês), que exclui os preços dos alimentos frescos, subiu 0,8% em janeiro no Japão em relação ao mesmo mês do ano passado. A variação é um pouco inferior à prevista pelos economistas, de alta de 0,9%, mas representa o quarto mês seguido de avanço nos preços.Os custos mais elevados no setor de energia responderam por 0,65 ponto porcentual da alta do núcleo da inflação no Japão. Os preços da gasolina subiram 16,1% em janeiro, enquanto os preços do óleo para calefação saltaram 24,9%. Os preços do gás propano avançaram 6,5%.Os preços dos alimentos, excluindo vegetais perecíveis, subiram 0,9% em janeiro em relação ao ano anterior, a maior alta desde agosto de 2004, quando os preços avançaram também 0,9%.O núcleo do CPI para a região metropolitana de Tóquio, considerado um indicador antecedente do indicador nacional, subiu 0,4% em fevereiro, depois de avançar 0,4% em janeiro. É o quarto mês seguido de alta do índice, que superou as previsões dos economistas de alta de 0,5%.ConstruçõesO número de novas construções residenciais iniciadas em janeiro no Japão caiu 5,7% em comparação a janeiro do ano passado. É a sétima retração seguida, mas menos severa do que a desaceleração que havia sido prevista pelos economistas, de 12,9%. Em dezembro, o número das novas construções caiu 19,2%, depois de queda de 27% em dezembro.Os investimentos residenciais respondem por apenas 3% do Produto Interno Bruto (PIB), mas são considerados um indicador relevante, porque estão relacionados à demanda de outros segmentos, como o de móveis e de produtos eletrônicos. As informações são da Dow Jones.

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