Desemprego no primeiro trimestre é o menor desde 2002

O nível de desocupação no primeiro trimestre de 2006 foi o menor para o período desde 2002. O dado, divulgado nesta quinta-feira pela Pesquisa Mensal de Emprego (PME), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostra que de janeiro a março deste ano o total da população desempregada ficou em 9,9% nas seis regiões. A pesquisa detalhou que, de fevereiro para março, o nível de desemprego passou de 10,1% para 10,4%, o que, para o IBGE, é considerado como "estabilidade". Ainda em março, as regiões pesquisadas não tiveram variação significativa no total de desempregados. No terceiro mês do ano, em comparação com março de 2005 - quando o total de desocupação estava em 10,8% - o cenário também foi considerado como estável. Porém, utilizando essa base, o contingente de desempregados aumentou em Recife, ao passo que apresentou diminuição em Salvador e Belo Horizonte.As regiões metropolitanas do Rio de Janeiro, São Paulo e Porto Alegre não apresentaram movimentações significativas. DESOCUPAÇAO POR REGIÃO METROPOLITANA (em %) Mês Recife Salvador Belo Horizonte Rio de Janeiro São Paulo Porto Alegre março/2005 14,1 15,7 10,7 8,4 11,5 7,9 abril 13 17 9,5 8,6 11,4 8 maio 12,8 15,9 8,9 8,5 10,5 7,7 junho 9,6 14,7 8,5 6,9 10,5 7,1 julho 12,7 15,7 8,2 7,2 9,9 7 agosto 13,4 15,5 8,3 7,4 9,4 7,6 setembro 15 15,2 8,1 7,4 9,7 8,4 outubro 14,3 14,9 8,5 7,9 9,6 7,5 novembro 14,7 15 8,2 7,7 9,7 7,2 dezembro 13,9 14,6 7 6,8 7,8 6,7 janeiro/2006 15,3 14,9 8,1 6,9 9,2 7,7 fevereiro 15,9 13,6 9,1 7,9 10,5 7,5 março 16,5 13,7 9,3 8,5 10,6 8,3 População ocupada O contingente da população ocupada (PO), estimada em 19,9 milhões de pessoas em março de 2006, ficou estável em relação a fevereiro. Na comparação com o mesmo mês de 2005, houve crescimento de 1,9%, o que representou 369 mil pessoas. O nível da população ocupada do terceiro mês de 2006 foi de 50,6%. Dos ocupados, o setor privado assinou a carteira de 41,3% da PO, ao passo que manteve 14,5% em situação de informalidade. Os trabalhadores por conta própria representaram 19% dos ocupados. Segmentos Segundo o IBGE, o comércio foi o segmento que mais empregou em março, representando 19,3% do total. Apesar da alta representatividade, o porcentual ficou estável no terceiro mês do ano, tanto na comparação com fevereiro quanto no confronto com março de 2005. Em seguida veio a indústria, com 17,5% da PO, e o grupo de Outros Serviços (alojamento, transporte, limpeza urbana e serviços pessoais), com 16,9%. Seguindo a lista estão os segmentos de Educação, Serviços prestados à empresa, e Serviços domésticos, com 16%; 14,3% e 8,1%; respectivamente. Por último veio o setor de Construção, com 7,4%. Rendimento O rendimento médio real foi estimado em R$1.006,80 no terceiro mês do ano, com crescimento de 0,5% ante fevereiro e de 2,5% com base no mesmo período do ano anterior. Na comparação com fevereiro, no comércio e no serviços domésticos, houve estabilidade no rendimento, ao passo que no grupo de Construção, Serviços prestados à empresa, Educação, e Outros serviços, houve aumento de 1,25; 0,7%; 0,7% e 3,6%; respectivamente. Ainda nesse comparativo, a indústria pagou 2,5% a menos de um mês para o outro. Região Ainda utilizando como base fevereiro deste ano, a região onde o rendimento mais aumentou foi Recife, com incremento de 6,1%. Em menor crescimento, vieram Salvador, com 1,5%; Belo Horizonte, com 1%; e Rio de Janeiro, com 0,5%. Em São Paulo e Porto Alegre, o cenário foi de estabilidade. Tomando como base março de 2005, o poder de compra aumentou em todas as regiões pesquisadas. A lista foi encabeçada novamente por Recife, com 10,5%; seguida por Salvador, com 4,8%; Porto Alegre, com 3,3%; São Paulo, com 2,4%; Rio de Janeiro, com 2,2%; e Belo Horizonte, com 2,1%. Este texto foi atualizado às 11h23.

Agencia Estado,

20 Abril 2006 | 09h57

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