Desemprego no R.Unido fica em 7,8% no 2º trimestre

A taxa de desemprego no Reino Unido se manteve em 7,8% nos três meses até junho, deixando-a muito acima do gatilho de 7,0% que o Banco da Inglaterra (BoE) quer atingir antes de considerar elevar sua taxa básica de juros.

AE, Agencia Estado

14 de agosto de 2013 | 07h17

O Escritório de Estatísticas Nacionais disse que a medida de desemprego da pesquisa de força de trabalho mostrou que o número de britânicos sem trabalho caiu em 4 mil nos três meses até junho e atingiu 2,51 milhões. A taxa de desemprego permaneceu inalterada em 7,8%, em linha com as previsões dos economistas.

A taxa de desemprego se tornou um indicador crucial para a trajetória futura da política monetária no Reino Unido. Na semana passada, o BoE afirmou que deve esperar até que a taxa de desemprego caia para 7% antes de considerar o aumento da taxa de juros.

As autoridades disseram que, como condição para esta promessa, as previsões para a inflação anual devem ficar abaixo de 2,5%. Os membros do comitê de política monetária do BoE também afirmaram que as taxas baixas também não devem ameaçar a estabilidade do sistema financeiro.

O ONS afirmou que os ganhos regulares médios - que excluem pagamentos de bônus - cresceram 1,1% nos três meses até junho.

A taxa anual de inflação estava em 2,8% em julho, o que significa que o poder de compra dos britânicos está sendo corroído visto que o aumento dos ganhos não consegue acompanhar o ritmo da elevação de preços.

O enfraquecimento do poder de compra tem sérias implicações para as perspectivas da economia, uma vez que os gastos dos consumidores representam cerca de 60% da produção econômica do país.

O ONS disse também que o número de pessoas que recebem o benefício de busca por emprego caiu em 29.200 em julho, para uma taxa de 4,3% - a menor taxa desde fevereiro de 2009. Fonte: Dow Jones Newswires.

Tudo o que sabemos sobre:
reino unidodesemprego

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.