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Desemprego nos EUA deve beirar 10% com piora de cenário

Pesquisa mostra que economia se recupera no terceiro tri, mas traz cenário mais pessimista que há um mês

PEDRO NICOLACI DA COSTA, REUTERS

11 de março de 2009 | 10h30

A taxa de desemprego dos Estados Unidos vai se aproximar de 10% enquanto o país enfrenta sua pior recessão desde a Segunda Guerra, deixando mais de 13 milhões de norte-americanos desempregados, mostrou pesquisa feita pela Reuters com economistas.   Veja Também: De olho nos sintomas da crise econômica  Dicionário da crise  Lições de 29 Como o mundo reage à crise  A economia vai se recuperar no terceiro trimestre, de acordo com os resultados, mas a pesquisa desenhou um cenário mais pessimista que a realizada há apenas um mês. A mediana das previsões sugerem agora que o Produto Interno Bruto (PIB) do país vai se contrair 5,3 por cento neste trimestre na taxa anualizada, seguindo o brutal declínio de 6,2 por cento no fim de 2008. A recessão vai perdurar no segundo trimestre, com a retração moderando para 2 por cento, mas a estabilização deve ocorrer a partir da metade do ano. Analistas disseram que a turbulência que está atingindo muitos setores, como bancário e automobilístico, significa que as previsões são menos confiáveis que o habitual. "A perspectiva econômica permanece muito incerta", disse Scott Brown, economista-chefe da Raymond James & ASsociates. "O fundo do poço deve ser alcançado até o fim do ano, mas os riscos continuam." A pesquisa feita pela Reuters indica que a taxa de desemprego dos EUA -- atualmente em 8,1 por cento, maior patamar em 25 anos -- vai avançar para 9,6 por cento, provavelmente no início do ano que vem, antes de retroceder. Uma recuperação eventual nas contratações provavelmente será moderada e irregular. Nesse cenário, a inflação vai se manter inexistente. Na verdade, a expectativa é de que o índice de preços ao consumidor caia nos primeiros nove meses deste ano, com uma baixa de 2,2 por cento no terceiro trimestre como a mais acentuada. Os preços vão então subir novamente no ano que vem, mas num ritmo modesto, permitindo que o Federal Reserve mantenha a taxa básica de juro dos EUA no patamar atual ao menos até o fim de 2010.

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