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Desemprego nos EUA é o mais alto em 25 anos

Mas ritmo dos cortes cai pela 1ª vez em seis meses; em abril, foram fechados 539 mil postos

Agências internacionais, WASHINGTON, O Estadao de S.Paulo

09 de maio de 2009 | 00h00

O mercado de trabalho dos Estados Unidos continua a ser castigado pela recessão, mas o ritmo é mais lento. Dados de abril divulgados ontem pelo Departamento de Trabalho americano mostram alta de 0,4 ponto porcentual no nível de desemprego, para a 8,9%, o mais alto em 25 anos. Mas a perda mensal foi a menor em seis meses. Em abril, foram cortados 539 mil postos de trabalho.Os cortes não foram tão profundos como os 620 mil esperados pelos economistas. Mas grande parte da redução no ritmo das perdas de vagas em abril não resulta de uma reação do mercado e, sim, da intervenção estatal. No período, o governo federal contratou 72 mil pessoas, entre elas trabalhadores temporários para se preparar para o Censo de 2010 no país. O setor privado fechou 611 mil vagas em diversos setores, com exceção de educação e saúde, que criaram 15 mil postos. O ritmo de destruição de postos de trabalho na indústria se abrandou e, no setor de serviços, onde trabalham cerca de 85% dos trabalhadores não-agrícolas dos Estados Unidos, o alívio foi maior.O número, no entanto, já é interpretado como indício de que a crise perde força no país e o pior já passou. O presidente americano, Barack Obama, chamou de "encorajadoras" as estatísticas apuradas em abril. Mas reconheceu que o cenário permanece grave. "Embora seja um pouco encorajador esse valor ter sido inferior ao que foi nos últimos seis meses, continua sendo uma realidade decepcionante", disse o presidente. Ele afirmou que as demissões devem persistir, o que deve levar a uma recessão de meses ou mesmo anos para ser superada.Obama anunciou ontem medidas para ampliar o acesso dos desempregados ao ensino superior e a programas de capacitação, para aumentar suas chances de voltar ao trabalho. "Se quisermos emergir desta recessão mais fortes que nunca, temos de nos assegurar que nossa força de trabalho estará mais bem preparada que nunca." Desde que a crise financeira teve início na economia americana, em dezembro de 2007, os Estados Unidos perderam cerca de 5,7 milhões de postos de trabalho, com uma redução de 4,1% do número de empregados, a maior queda desde a recessão de 1958.Obama disse, no entanto, que é já possível enxergar sinais de que a economia volta a se movimentar. "Os gastos dos consumidores e as vendas de habitação estão se estabilizando, e a construção está melhorando pela primeira vez em seis meses. Assim, passo a passo, estamos progredindo."

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