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Desemprego para de crescer e fica em 8,9%

Indústria teve pior resultado em abril, com corte de 105 mil vagas

Jacqueline Farid, RIO, O Estadao de S.Paulo

22 de maio de 2009 | 00h00

A crise paralisou o mercado de trabalho nas seis principais regiões metropolitanas do País. A taxa de desemprego apurada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em abril ficou em 8,9%, estável em relação a março (9,0%) e a abril do ano passado (8,5%). Segundo o instituto, não houve variação estatisticamente significativa no indicador. "A crise não piorou, mas estabilizou o mercado de trabalho em relação ao ano passado. O mercado está se mantendo, mas não está se desenvolvendo", avalia o gerente da pesquisa, Cimar Azeredo.A indústria fechou 105 mil vagas em abril e foi a principal responsável pelo aumento de apenas 0,2% no número de ocupados nas seis regiões pesquisadas no mês ante igual período do ano passado, a menor alta da série histórica da pesquisa, iniciada em 2002. Azeredo considera preocupante o fato de que a população economicamente ativa (acima de 10 anos de idade) esteja, pela primeira vez na pesquisa, crescendo acima do número de ocupados. "Estamos diante de um mercado de trabalho que não gera postos, não houve melhora nem piora, o mercado não evolui", disse. Segundo o gerente, caso a população em idade ativa continue subindo acima da geração de vagas, "a fila de desemprego vai aumentar".O número de ocupados somou 20,91 milhões nas seis regiões em abril, com queda de 0,2% ante março e aumento de 0,2% ante abril de 2008.Ambas as variações são consideradas como "estabilidade" pelo IBGE. O número de desocupados (sem trabalho e procurando emprego) totalizou 2,046 milhões, com queda de 1,7% ante março e aumento de 5% em relação a abril do ano passado. Azeredo mostrou dados que, segundo ele, confirmam a estabilidade do mercado de trabalho em 2009 ante o ano passado. A taxa média de desemprego no primeiro quadrimestre deste ano ficou em 8,7%, ante 8,5% em igual período do ano passado, o que, de acordo com o gerente, mostra que não houve variação estatisticamente significativa no período.O nível de ocupação (número de ocupados em relação à população com 10 anos ou mais de idade) ficou em 51,7% no primeiro quadrimestre de 2009, também estável em relação ao mesmo período do ano passado (51,8%).De acordo com Azeredo, "estamos em um momento de alerta, de atenção no mercado de trabalho". Segundo ele, a expectativa agora é sobre quando haverá inflexão na taxa de desemprego, com criação de postos: "A grande ansiedade é sobre quando o mercado vai gerar postos de trabalho." De qualquer modo, segundo ele, "apresentar dados como esses (de abril) em um momento de crise, de certa forma, é positivo".O gerente do IBGE observou que, ao contrário do que ocorreu na recessão de 2003, quando a informalidade explodiu no mercado de trabalho, as vagas formais continuam em expansão no País, enquanto o emprego sem carteira prossegue em queda.

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