Marcello Casal Jr./Agência Brasil
Marcello Casal Jr./Agência Brasil

Desemprego tem queda em 2018, mas ainda falta trabalho para 26,9 milhões de brasileiros

No trimestre encerrado em dezembro, taxa foi de 11,6%, depois de chegar a 13,1% nos primeiros três meses do ano, aponta IBGE; a taxa média de 2018 ficou em 12,3%

Daniela Amorim, O Estado de S.Paulo

31 de janeiro de 2019 | 09h16

RIO - A taxa de desemprego no Brasil no trimestre encerrado em dezembro foi de 11,6%, ante 11,9% nos três meses anteriores, de acordo com os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) divulgados nesta quinta-feira, 31, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)

Ao longo de 2018, o desemprego caiu no País - no primeiro trimestre, a taxa atingiu 13,1% -, mas em dezembro ainda faltava trabalho para 26,976 milhões de brasileiros, considerando o total de pessoas desempregadas, subocupadas e a força de trabalho potencial. Na média do ano, a taxa de desemprego ficou em 12,3%, ante 12,7% em 2017.

Com os dados do último trimestre do ao passado, o total de pessoas trabalhando no País alcançou o recorde de 93,002 milhões de pessoas, puxado pela informalidade.

A criação de vagas no trimestre encerrado em dezembro em comparação com o terminado em setembro superou o total de pessoas que deixaram de procurar emprego no período, puxando a taxa de desemprego para baixo - o País ganhou 381 mil novos postos de trabalho no último trimestre de 2018, enquanto 297 mil pessoas deixaram o contingente de desempregados. No total, 12,195 milhões  de pessoas estavam desempregadas no País no fim do ano.

Também ajudou na redução da taxa de desemprego o aumento da população inativa, que cresceu em 171 mil pessoas no período, totalizando 65,369 milhões de pessoas, de acordo com a Pnad Contínua.

A taxa composta de subutilização da força de trabalho recuou de 24,2% no trimestre até setembro de 2018 para 23,9% no trimestre até dezembro deste ano, atingindo 26,976 milhões de brasileiros.

 

O indicador inclui a taxa de desocupação, a taxa de subocupação por insuficiência de horas e a taxa da força de trabalho potencial, que considera as pessoas que não estão em busca de emprego, mas que estariam disponíveis para trabalhar. No trimestre até dezembro de 2017, a taxa de subutilização da força de trabalho estava mais baixa, em 23,6%.

Em todo o Brasil, há 6,917 milhões de trabalhadores subocupados por insuficiência de horas trabalhadas - pessoas ocupadas com uma jornada inferior a 40 horas semanais que gostariam de trabalhar por um período maior. Esse indicador foi de 7,4% no último trimestre do ano, mesmo resultado conferido pelo IBGE nos três meses encerrados em setembro.

Renda

A renda média real do trabalhador foi de R$ 2.254 no trimestre terminado em dezembro. O resultado representa alta de 0,6% em relação ao mesmo período do ano anterior.

A massa de renda real habitual paga aos ocupados somou R$ 204,592 bilhões no trimestre encerrado em dezembro, alta de 1,7% ante igual período do ano anterior.

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