Desemprego permanece estável em maio

A taxa de desemprego apurada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nas seis principais regiões metropolitanas do País ficou em 10,2% em maio, segundo divulgou nesta quinta-feira o instituto. Para o IBGE, a taxa é "estável" em relação à registrada em abril (10,4%) e em maio do ano passado (10,2%). O número de ocupados nas seis regiões ficou em 20 milhões de pessoas, também apresentando estabilidade nas duas bases de comparação. Rendimento médio O rendimento médio real dos trabalhadores ficou em R$ 1.027,80 com aumento de 1,3% ante abril. Na comparação com maio do ano passado, o aumento foi de 7,7% - o maior dessa base de comparação da série histórica da pesquisa mensal de emprego, iniciada em março de 2003. Foi o 11o crescimento consecutivo nesse indicador apurado pelo IBGE. Segundo o gerente da pesquisa, Cimar Azeredo Pereira, o resultado mostra que o crescimento do rendimento "está se sustentando" e mostra a recuperação do poder de compra dos trabalhadores. São PauloO rendimento médio real dos trabalhadores da Região Metropolitana de São Paulo cresceu 9,5% em maio ante igual mês do ano passado, a maior variação da série histórica da pesquisa mensal de emprego do IBGE, iniciada em março de 2003. O aumento em São Paulo ficou acima do registrado na média das seis regiões, de 7,7%. Pereira explicou que o crescimento do rendimento médio em São Paulo tem se distanciado das demais regiões, especialmente no que diz respeito ao emprego formal. Enquanto o aumento do rendimento para os empregados com carteira assinada na média das seis regiões foi de 6,7% em maio ante igual mês de 2005, em São Paulo chegou a 7,4%. A taxa de desemprego apurada pelo IBGE na região ficou em 10,5% em maio, ante 10,7% em abril. A taxa foi exatamente a mesma apurada em maio do ano passado (10,5%). O número de ocupados chegou a 8,4 milhões de pessoas, com queda de 0,2% ante abril e de 0,4% ante maio de 2005. O número de desocupados (sem trabalho e procurando emprego) somou 988 mil pessoas, com queda de 2,2% ante abril e variação zero em relação a igual mês do ano passado.Este texto foi atualizado às 13h37.

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