Desemprego recua para 10,9% em junho, afirma Dieese

Pesquisa mostra que foram criados 71 mil postos de trabalhos em sete regiões no mês passado

Renan Carreira, da Agência Estado,

31 de julho de 2013 | 10h56

SÃO PAULO - A taxa de desemprego no conjunto das sete regiões metropolitanas onde a Fundação Seade e o Dieese realizam a Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED) caiu de 11,2% em maio para 10,9% em junho.

O nível de ocupação apresentou ligeira alta, de 0,4%, com a criação de 71 mil postos de trabalho. Houve aumento em Belo Horizonte (1%), Distrito Federal (0,9%), Fortaleza (0,8%) e Recife (0,7%). Em Salvador (0,1%) e São Paulo (0,2%) permaneceu relativamente estável e caiu em Porto Alegre (-0,3%).

Entre os setores avaliados, o nível ocupacional avançou na Indústria de Transformação (0,9% ou a criação de 24 mil postos de trabalho), no Comércio e Reparação de Veículos Automotores e Motocicletas (0,6% ou 21 mil postos), na Construção (0,3% ou 5 mil postos) e nos Serviços (0,3% ou 31 mil postos).

O rendimento médio real dos ocupados nas sete regiões teve alta de 0,7% em maio ante abril, para R$ 1.608. A renda média real dos assalariados também avançou 0,7% na mesma base de comparação, para R$ 1.655.

São Paulo. A taxa de desemprego no município de São Paulo ficou em 10,2% em junho, a menor para este mês desde 1989, quando foi de 8,9%. Na Região Metropolitana de São Paulo (RMSP), a taxa de desemprego ficou em 11,3%. Tirando junho de 2012 (11,2%) e de 2011 (11%), a taxa na RMSP também é a menor desde 1989 (9,7%).

O coordenador da pesquisa da Fundação Seade, Alexandre Loloian, disse que esperava resultados menos expressivos devido aos números da Pesquisa Mensal de Emprego (PME), divulgada no último dia 24 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A taxa de desemprego apurada pelo órgão subiu de 5,8% em maio para 6% em junho. "Apesar do alarmismo que se fez em torno dos números do IBGE, o desemprego não está ruim pela nossa análise."

Sobre a taxa de desemprego em junho na capital paulista, Loloian afirmou não saber dizer o que a levou a ser a menor para junho desde 1989. "Uma das hipóteses é de que a indústria melhorou um pouco e o comércio e os serviços também tiveram boa participação."

Segundo o coordenador da PED, a tendência para o segundo semestre é de que a taxa de desemprego na RMSP registre variações negativas. "Nada muito expressivo, mas deve fechar o ano um pouco mais baixa. É uma questão sazonal. O segundo semestre costuma ser melhor."

A economista Ana Maria Belavenuto, técnica do Dieese, também acredita nessa tendência para o conjunto das sete regiões metropolitanas onde a PED é realizada: Distrito Federal, Belo Horizonte, Fortaleza, Porto Alegre, Recife, Salvador e São Paulo. "O que acontece em São Paulo acaba se refletindo nas demais regiões", afirmou. A taxa de desemprego no conjunto das sete regiões passou de 11,2% em maio para 10,9% em junho.

Loloian chamou a atenção ainda para o rendimento médio real dos ocupados na RMSP, que subiu 1,5% em maio ante abril. "Essa é uma boa notícia, já que o rendimento vinha caindo desde outubro do ano passado."

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