Desemprego recua para 9,7% em novembro

Taxa atinge a marca psicológica de um dígito nas sete regiões metropolitanas que compõem a pesquisa da Seade e do Dieese; em São Paulo, taxa recuou para 9,5%

Francisco Carlos de Assis, da Agência Estado

21 de dezembro de 2011 | 09h58

A taxa de desemprego nas sete regiões metropolitanas que compõem a Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED), realizada pela Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados (SEADE) e pelo Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese), recuou para 9,7% em novembro, ante taxa de 10,1% apurada em outubro.

Com isso, a taxa de desemprego atinge a marca psicológica de um dígito no conjunto dessas regiões, que abrange as capitais de Belo Horizonte, Distrito Federal, Fortaleza, Porto Alegre, Recife, Salvador e São Paulo. Este é o segundo recuo do desemprego nas sete regiões, depois de ter passado seis meses consecutivos de relativa estabilidade.

Já o rendimento médio dos ocupados cresceu 2,5% em outubro ante setembro nas sete regiões e o rendimento dos assalariados avançou 2%, no mesmo período. O valor do rendimento médio dos ocupados passou a equivaler R$ 1.426,00, enquanto dos assalariados, R$ 1.478,00.

Por regiões, o rendimento médio dos ocupados aumento em outubro, 4,7% em São Paulo; 1,9% no Distrito Federal; e 0,7% em Recife. Permaneceu praticamente estável em Belo Horizonte e em Salvador, com 0,3% de alta para cada capital, e mostrou queda de 1,5% em Fortaleza e de -0,8% em Porto Alegre.

São Paulo 

A taxa de desemprego na região metropolitana de São Paulo fechou novembro em 9,5% da população economicamente ativa (PEA), mostrando um ligeiro recuo em relação à taxa de 9,9% apurada em outubro na mesma região.

Esse é o terceiro mês consecutivo de queda na taxa de desemprego da região metropolitana de São Paulo. Em novembro do ano passado, o desemprego na região atingia 10,7% da PEA.

No mês passado, o total de desempregados na região metropolitana de São Paulo era de 1,150 milhão de pessoas, ante 1,066 milhão em outubro. No mês de novembro, o nível de ocupação cresceu 0,7% em relação a outubro e elevou a estimativa do contingente de ocupados para 9,772 milhões de pessoas.

De acordo com o Seade/Dieese, tal desempenho resultou do aumento de 3,9% no comércio, o que significou a geração de 60 mil postos de trabalho. O segmento de serviços criou 36 mil vagas, com crescimento de 0,7% na comparação com outubro; a indústria também cresceu 0,7%, com a abertura de 12 mil empregos. Esses resultados mais que compensaram a queda de 3,1%, ou eliminação de 40 mil postos de trabalho no agregado outros setores.

Ainda de acordo com a pesquisa, o rendimento médio de ocupados na região metropolitana de São Paulo cresceu 4,7% em outubro, enquanto a dos assalariados registrou um avanço de 3,2% no mesmo período. Em valores, o rendimento dos ocupados passou a R$ 1.559,00 e a dos assalariados a R$ 1.582,00.

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