Desemprego se acelera nas classes mais altas

O desemprego se alastra por todas as faixas da população mas, na última década, se acelerou mais no nível das camadas de renda mais altas e de maior escolaridade. Estudo divulgado hoje pela Secretaria do Desenvolvimento, Trabalho e Solidariedade da Prefeitura de São Paulo mostra que o total de desempregados da classe média alta saltou de 232 mil pessoas para 435 mil em todo o País, um aumento de 87,5%. Já o número de desempregados da classe baixa aumentou em 77,7%, passando para 4,8 milhões de pessoas. Os dados levam em conta o período de 1992 a 2002, tendo como base o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).Segundo a pesquisa, a taxa de desemprego médio cresceu no País a um nível de 40% no período, passando de 6,7% para 9,3% da População Economicamente Ativa (PEA). Na classe média alta (com renda familiar acima de R$ 2,6 mil ao mês), a taxa aumentou de 2,6% para 3,9%, um crescimento de 50%. No outro extremo, na classe mais baixa, com renda familiar de R$ 163 a R$ 652, a taxa passou de 9,4% para 13,8%, um acréscimo de 46,8%. Já na classe média (renda entre R$ 652 e R$ 2,6 mil), o índice cresceu 24,5%, de 5,3% para 6,6%.

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