Desemprego segue em alta na zona do euro e alcança 8,2%

Mais de 386 mil perderam seu emprego na Europa em janeiro; no último ano, número chegou a 2,1 milhões

Efe,

27 de fevereiro de 2009 | 17h06

O desemprego continuou aumentando em janeiro e já atinge 8,2% da população ativa na eurozona e 7,6% no conjunto da UE, nos dois casos 0,1 ponto porcentual a mais que em dezembro, segundo os números que divulgou hoje o Eurostat, o escritório estatístico comunitário. Nos últimos 12 meses, o desemprego passou de 7,3% para 8,2% nos países da moeda única e de 6,8% para 7,6% no conjunto do bloco. Veja também:As medidas do emprego De olho nos sintomas da crise econômica Dicionário da crise Lições de 29Como o mundo reage à crise   Segundo os cálculos do Eurostat, no final de janeiro havia na UE 18,412 milhões de desocupados, dos quais 13,036 milhões estavam na zona do euro. Em janeiro 386 mil pessoas perderam seu emprego na UE (256 mil na área da moeda única), um número que no último ano chega a 2,194 milhões (1,641 milhão apenas na zona do euro). A Espanha continuou sendo em janeiro o país da UE com mais desemprego, pois 14,8% da população ativa desempregada, 0,5 ponto porcentual a mais que em dezembro e 5,8 pontos percentuais a mais que um ano antes. No entanto, a Letônia foi o Estado membro que viu aumentar a mais sua taxa de desemprego nos últimos 12 meses, pois passou de 6,2% para 12,3%. Depois de Espanha e Letônia, os Estados-membros com mais desemprego são Eslováquia e Lituânia (9,8%), Irlanda (8,8%), Hungria e Estônia (8,6%) e França (8,3%). A Holanda, com apenas 2,8% dos trabalhadores desempregados, é o país com melhor situação, seguido de Áustria (4%), Dinamarca e Chipre (4,3%). Em comparação a janeiro de 2008, o desemprego aumentou em 19 Estados-membros, diminuiu em seis e permaneceu sem variações em dois. Com relação ao desemprego por sexos, na eurozona a taxa de desemprego masculino alcançou em janeiro 7,9% (1,4 ponto a mais que um ano antes) e 7,5% na UE (1,2 ponto a mais). O desemprego feminino cresceu menos, ao passar de 8,2% para 8,6% nos países da moeda única e de 7,4% para 7,8% no conjunto da UE. O desemprego entre os menores de 25 anos continuou crescendo e já atinge 16,9% dos trabalhadores desta faixa etária na zona do euro e 17% em toda a UE, nos dois casos 2,3% a mais que em janeiro de 2008. Os países da UE nos quais menos jovens estão sem trabalho são Holanda (5,5%) e Áustria (7,9%).

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