Desemprego sobe a 10% em fevereiro na zona do euro e atinge maior nível em mais de 11 anos

Taxa de desocupação sugere que a recuperação econômica na região ainda é incerta

Cynthia Decloedt, da Agência Estado,

31 de março de 2010 | 08h25

A taxa de desemprego na zona do euro (que reúne os 16 países que adotam o euro como moeda) atingiu seu maior nível em mais de 11 anos no mês de fevereiro, sugerindo que a recuperação na região ainda não é suficiente para evitar que as empresas dispensem seus empregados. A taxa de desemprego subiu para 10% em fevereiro, o maior nível desde agosto de 1998, informou hoje a Agência de Estatísticas da União Europeia (Eurostat). O resultado ficou dentro da previsão dos economistas. Em janeiro, a taxa de desemprego estava em 9,9%, mesmo nível de dezembro e novembro de 2009.

Dados mais atualizados sobre o emprego divulgados hoje na Alemanha, a maior economia da zona do euro, mostraram que o número de pessoas registradas como desempregadas no país caiu 31 mil em março, contrariando as estimativas de aumento de 10 mil.

Mas a situação do emprego na Alemanha contrasta com a da maior parte dos demais países da zona do euro. Segundo a Eurostat, 61 mil pessoas entraram na lista de desempregados em fevereiro, superando os 38 mil que perderam seus empregos em janeiro. Em consequência, o total de desempregados atingiu 15,7 milhões em fevereiro, um número superior à população da Áustria e da Irlanda juntas. Cerca de 1,8 milhão de pessoas perderam seus empregos em toda a zona do euro em 12 meses até fevereiro.

A taxa de desemprego em toda a União Europeia subiu para 9,6% em fevereiro, de 9,5% em janeiro, o índice mais elevado desde que os registros começaram, em 2000. A Letônia registrou a taxa mais elevada (21,7%), seguida pela Espanha (19%). A menor taxa foi registrada na Holanda (4%), seguida pela Áustria (5%). As informações são da Dow Jones.

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