Desemprego sobe para 13%, diz IBGE

A taxa de desemprego subiu para 13% em agosto nas seis regiões metropolitanas pesquisadas pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), segundo números divulgados hoje. A variação foi superior à registrada em julho, de 12,8%, e também ficou acima da de agosto do ano passado, de 11,7%. O resultado ficou acima das estimativas de analistas ouvidos pela Agência Estado, que esperavam desemprego de 12,5% a 12,6% no mês passado. O número de pessoas desocupadas, não trabalhando e procurando trabalho, continou subindo em percentuais bem superiores ao registrado na ocupação. O número de desocupados cresceu em agosto 16,8% em relação a igual mês do ano passado, com acréscimo no período de 389 mil pessoas buscando emprego. O número de ocupados cresceu 3,5%, resultando em mais 625 mil pessoas trabalhando, mas a ampliação não foi suficiente para absorver a quantidade de desempregados. A população não econommicamente ativa (não trabalhando e não procurando trabalho) caiu 1,2% em agosto, ante igual mês de 2002, o que confirma o movimento registrado nos últimos meses de pessoas voltando ao mecado de trabalho por causa da queda da renda nas famílias. Rendimento médio cai 13,8% O rendimento médio real das pessoas ocupadas nas seis regiões metropolitanas pesquisadas pelo IBGE registrou queda de 13,8% em agosto, na comparação com igual mês do ano passado. Houve retração na renda em todos os tipos de ocupação, com destaque para os trabalhadores por conta própria (-21%), seguidos dos empregados com carteira assinada no setor privado (-9,5%) e dos empregados sem carteira (-4,7%). Na comparação com o julho, entretanto, houve um aumento de 1,5% no rendimento médio real, puxado especialmente pelos empregados sem carteira (5,1%). O rendimento médio em agosto situou-se em R$ 847,90.

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